Atalaia possivelmente construída no início do séc. 13, pela Ordem do Templo, sobre estruturas romanas, integrada no sistema defensivo da Ordem, tendo sido remodelada no séc. 16, para colocação dos sinos do concelho. Implantada num esporão avançado sobre o rio Zêzere, de onde se tem domínio sobre o mesmo e se desfruta magnifico panorama, apresenta planta pentagonal, uma planimetria invulgar para as torres defensivas medievais, com paramentos aprumados, evoluindo em dois pisos, rematados em friso e cornija, de feitura quinhentista. As gárgulas dispostas nos cunhais sob o remate deverão ser também desta época. Tem acesso sobrelevado, virado ao topo do esporão e ao rio, por porta de verga reta, reaproveitando estela funenária, decorada com lança, dardo e escudos relevados, sobre importas, sendo atualmente acedido por escada adossada em L, mas que primeiramente teria apenas um lanço. As fachadas não possuem qualquer tido de fenestração, abrindo-se apenas no topo de duas das faces, viradas a poente, três ventanas em arco de volta perfeita, com sinos. Na visitação de 1536 referem-se apenas dois sinos do concelho, sendo, provavelmente, o terceiro de feitura posterior e para serventia da igreja. No interior, o segundo piso, ao nível dos sinos, possui cobertura em abobadilha de tijolo, reaproveitando materiais antigos, sobre trompas de ângulo, de possível feitura quinhentista.
Planta pentagonal, de massa simples, com cobertura em cúpula, rematada por pináculo cilíndrico, inserida em terraço protegido por guarda plena, rematada em beirada simples, coroada por ameias em chanfro sobre os cunhais. As fachadas, em alvenaria de xisto argamassada, têm cerca de 20 m de altura, cunhais em cantaria calcária, tendo alguns silhares siglados e integrando, sob o remate, em friso e cornija, gárgulas de canhão. A fachada norte é rasgada por portal sobrelevado, de verga reta, com o intradorso decorado com elementos relevados (dois escudos, uma lança, um dardo e uma cartela retangular com os ângulos cortados), assente em impostas. Sobre a verga existe viga em ferro a reforçar a fachada. O portal é acedido por escada de alvenaria de pedra, em L e de dois lances, adossada à torre, com guarda do mesmo material, sendo a norte parcialmente rebocada. As fachadas viradas a nascente e a sudeste são cegas e a disposta a ocidente é rasgada, superiormente, por duas ventanas, descentradas e desiguais, em arco de volta perfeita, albergando sinos. Na fachada sudoeste abre-se superiormente ventana, de igual modinatura, também com sino. INTERIOR de dois pisos, interligados por escada de madeira, com pavimento em soalho e cobertura do segundo piso, ao nível dos sinos, em abobadilha de tijolo, integrando no fecho lápide romana com inscrição ilegível, assente em trompas de ângulo. Na cobertura abre-se vão para aceder ao terraço.
Materiais
Estrutura em alvenaria de xisto argamassado; cunhais, frisos, cornijas, molduras dos vãos e ameias em cantaria calcária; viga e gatos de ferro; sinos em bronze; cabeção dos sinos em madeira; porta, pavimento e escada interior de madeira; abobadilha de tijolo; beirada de telha.
Observações