Capela construída em data incerta, já referenciada no séc. 17 e nas Memórias Paroquiais de 1758, mas sabendo-se que teve oragos mais antigos, como Nossa Senhora de São Gens e Nossa Senhora do Gerês. Foi reconstruída em 1877, a que se acrescentou uma torre sineira datada de finais do séc. 20, e que vem substituir a sineira que se mantém na fachada lateral direita. O coro-alto tem acesso pelo exterior, através de pequeno passadiço que une o que subsiste de um púlpito àquela estrutura.
Planta retangular composta por nave única e capela-mor mais estreita, às quais se adossam sacristia no lado esquerdo e torre sineira no lado direito, de volumes articulados e escalonados com coberturas diferenciadas em telhados de uma (sacristia) e duas águas, rematadas em beiradas simples, sendo, na torre sineira, em coruchéu piramidal truncado por pináculo, rebocado e pintado de branco com molduras de cantaria. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, percorridas por socos de cantaria, flanqueadas por cunhais apilastrados, firmados por pináculos piramidais, e rematadas em frisos e cornijas; as empenas encontram-se ligeiramente elevadas relativamente às coberturas, capeadas a cantaria e encimadas por cruzes latinas sobre plintos paralelepipédicos. Fachada principal virada a sul, rematada em empena e rasgada por portal de verga reta e moldura recortada, encimado por óculo circular em capialço; tem vão para esmolas encimada por lápide epigrafada. No lado direito, a torre sineira, de dois registos definidos por cornijas, o inferior rasgado por ampla janela e porta na face posterior, e, no topo, quatro ventanas de volta perfeita e moldura saliente; na face principal da cobertura, o mostrador do relógio. A fachada lateral esquerda tem, no corpo da nave, janela retilínea e moldura recortada e porta de verga reta, de acesso ao púlpito, por escadas de alvenaria e cantaria, tendo guarda metálica. À capela-mor adossa-se a sacristia com porta retilínea na face sul e janela na face norte. A fachada lateral direita tem porta travessa e duas janelas, uma no corpo da nave e outro no da capela-mor, todas com molduras recortadas. Sobre o portal, é visível o campanário, em arco abatido, ladeado por volutas e rematado em frontão triangular. Fachada posterior rematada em empena cega. INTERIOR com as paredes rebocadas e pintadas de branco, percorridas por socos de cantaria, tendo coberturas em falsas abóbadas de berço abatido de madeira, e pavimento em lajeado de granito. Coro-alto de madeira, tendo acesso por porta a partir da torre sineira, sendo visíveis as escadas antigas, a partir do púlpito, no lado do Evangelho, com bacia e cantaria e guarda de ferro vazada por volutas. Arco triunfal de volta perfeita, assente em pilastras toscanas. Sobre supedâneo de três degraus centrais, a mesa de altar e o ambão, em cantaria de granito. Na parede testeira, o retábulo-mor, de talha pintada de marmoreados fingidos e dourado, de corpo reto e três eixos, definidos por quatro colunas coríntias, assentes em plintos paralelepipédicos, as interiores encimadas por urnas. Ao centro, tribuna de volta perfeita e moldura saliente, cordiforme, contendo peanha com a imagem do orago. Casa um dos eixos laterais possui mísula, enquadrada por apainelados retilíneos, sob os quais surgem portas retilíneas, de acesso à tribuna. A estrutura remata em entablamento sobre os eixos laterais e espaldar recortado com cornija interrompida por voluta e folhas de louro, contendo resplendor. No lado do Evangelho, porta de acesso à sacristia, em cantaria de granito aparente e teto de madeira, tendo armário e pequeno arcaz de madeira.
Materiais
Estrutura rebocada e pintada; modinaturas, pilastras, cornijas, frisos, pináculos, cruzes, pavimentos, bacia do púlpito, supedâneo, ambão e mesa de altar em cantaria de granito; coberturas, portas, coro-alto, armários da sacristia e caixilharias de madeira; guarda do púlpito em ferro; retábulo e mísulas em talha dourada; cobertura em telha cerâmica.
Observações