Provável casal agrícola setecentista, composto por edifício residencial principal, com dependências adossadas em torno de logradouro confinado por muro. Posteriormente, já em contexto urbano emnergente, foi adaptada a casa burguesa. Distingue-se pela platibanda com balaustres de faiança e urnas de medicis no mesmo material, bem como pelo revestimento da fachada principal com azueljos geométricos do início do séc. 20.
Casa de planta poligonal composta por rés-do-chão e primeiro andar. A fachada principal é revestida a azulejo de motivo geométrico, em azul e amarelo, encimada por platibanda de balaústres, decorada com quatro urnas de medicis distribuidas equidistantes umas das outras. Os cunhais são de cantaria de calcário, em aparelho isódomo e com base emoldurada. Os vãos desta fachada são enquadrados por cantarias de verga recta, compondo um conjunto de cinco portas no rés-do-chão, sendo uma de acesso ao primeiro andar, três portas com varanda e duas janelas no primeiro andar. O vão das escadas interiores é ilumindado por dois óculos de cantaria. A fachada lateral esquerda desenvolve-se segundo volumetria diversa, com fenestração e portas de acesso de dimensão variável, enquadradas com cantarias de verga recta. A fachada lateral direita é de arquitectura simplificada que confina num muro que limita o logradouro, tanto deste lado como na face posterior. O acesso ao logradouro faz-se por um portal, datado de 1744 e por outras portas localizadas na parte posterior do muro. A empena posterior da casa tem uma varanda alpendurada, com três colunas de pedra, com fuste em entase, plinto poligonal, base e capitel emoldurados. As coberturas são inclinadas, maioritariamente de duas águas.
Materiais
Alvaneria rebocada azulejo Calcário telha
Observações
EM ESTUDO