Arquitectura religiosa, barroca, popular. Ermida de peregrinação, antecedida por escadório monumental, arcada e terreiro, com cruzeiro denotando apontamento pontual da linguagem plástica barroca.
Planta longitudinal, composta por nave, capela-mor, sacristia e antiga casa dos romeiros. Volumes articulados, massas dispostas na horizontal com coberturas diferenciadas em telhados de 2 águas com aba comum para a nave, capela-mor, sacristia e casa dos romeiros. Fachada principal a SE., de dois corpos correspondentes à nave e à casa dos romeiros; corpo da nave de pano único, delimitado por pilastras encimadas por pináculos sobre acrotérios, com cruz no topo da empena, rematada por volutas; portal e janela de verga recta rasgados no eixo da fachada; casa dos romeiros de pano único, definido por pilastras, e com remate recto; pilastras, rodapés, molduras em azul cinza, contrastando com o branco da cal. Fachada lateral esquerda marcada por contrafortes de diferente modulação e envolvida por banco corrido. INTERIOR: nave comprida com duas zonas distintas, uma galilé profunda entretanto fechada, coberta por abóbada de berço, a primitiva nave de 2 tramos com abóbada de cruzaria sobre mísulas troncocónicas, unidas por um arco redondo; arestas e arco pintados a azul cinza, contrastando com o branco da cal; paredes revestidas a azulejo polícromo de maçaroca; do lado da Epístola púlpito e do lado do Evangelho capela na qual são visíveis, junto à capela-mor, restos da rocha em que assenta o edifício *2. Arco triunfal de volta perefita sobre pilastras. Capela-mor, mais estreita e pouco profunda, coberta por abóbada de berço; fresta rectangular; retábulo-mor, em talha branca e dourada, com nichos com ornatos rococó, o central com a imagem de roca do orago.
Materiais
Alvenaria de pedra e tijolo rebocada e caiada, telha cerâmica, azulejo, tijoleira, madeira, vidro. Cruzeiro em estrutura de alvenaria com grampos de ferro.
Observações
*1 - classificado conjuntamente com o Castelo (v. PT040201010002); *2 - Estes vestígios são considerados como o local onde terá aparecido Nossa Senhora; existe a crença de que enquanto essa rocha não foi deixada dentro do templo o mesmo caiu sem ninguém lhe tocar (PROENÇA, 1932).