Arquitectura religiosa, maneirista, barroca, popular. Igreja paroquial com planimetria geral e composição dos alçados correspondente à prática construtiva do Baixo Alentejo no período maneirista e possuem um marcado carácter popular. A torre sineira, posterior ao terremoto de 1755, é de características barrocas.
Planta longitudinal, composta por nave e capela-mor mais larga, a que se adossa a sacristia. Fachada principal orientada a E. com portal simples e óculo. Telhado de duas águas. Campanário com dois pisos e cobertura em abóbada, com urnas nos ângulos, que conclui numa cúpula bolbosa. Interior de uma só nave com coro alto de madeira e duas capelas laterais em arco de volta perfeita. Acesso ao baptistério à direita de quem entra e à escada de ligação ao campanário do lado oposto. Cobertura em abóbada de berço, arrancando de cimalha. Acesso à capela-mor por arco de volta perfeita assente em pilastras. Altar de alvenaria. Pavimentos de tijoleira.
Materiais
Paredes de alvenaria de pedra e cal, rebocadas e caiadas, telhado com estrutura e forro em madeira, cúpula da torre em tijoleira.
Observações
Na escadaria de acesso à torre encontra-se encastrado um marco de delimitação de propriedade da Ordem de Santiago.