Setor urbano. Conjunto de habitação económica de promoção pública estatal, construído no âmbito do programa de "habitação económica" desenvolvido pelo governo. O bairro de Casas Económicas de Paranhos apresenta grandes afinidades formais, tanto à escala do urbanismo como à dos objectos arquitectónicos, com o Bairro de Casas Económicas do Ilhéu (v. PT011312030442), da Azenha (v. PT011312100464), de Ramalde (v. PT011312110445), das Condominhas (v. PT011312060446) e do Amial (v. PT011312100106).
Bairro de planta retangular, de traçado retilíneo, rasgado por duas ruas principais longitudinais, a Rua do Guadiana e a Rua do Dr. Manuel Laranjeira, por catorze ruas secundárias, transversais e longitudinais, a rua do Baça, do Mondego, do Vez, do Neiva, do Zêzere, do Tejo, do Sado, do Lis, do Vouga, do Tâmega, do Corgo, do Tua, do Côa e do Águeda, e por uma praça, a Praça do Cávado. É definido por um agrupamento de moradias económicas de unidade tipológica, da Classe A e B, do tipo um, dois e três, de um e dois pisos, em banda e geminadas duas a duas, com logradouro junto do alçado posterior, jardim fronteiro e alpendre a anteceder a porta principal. Foi objeto de duas fases construídas, distintas. Na primeira fase foram construídas cento e cinquenta casas, térreas, da classe A, sendo dezoito do tipo I, noventa e duas do tipo II e quarenta do tipo III; na segunda fase construíram-se mais trinta casas, com dois pisos, sendo doze da classe A e dezoito da classe B. Estas últimas encontram-se localizadas na rua do Dr. Manuel Laranjeira.
Materiais
Fundações em alvenaria de pedra com argamassa de cimento e areia; paredes exteriores em alvenaria de perpianho de pedra com argamassa de cimento e areia; peitoris de cantaria; vergas das janelas guarnecidas com argamassa; portas exteriores, caixilhos e portadas de janelas de madeira; janelas de vidro de fabrico nacional; grades de ferro; armação do telhado em madeira de pinho e cobertura de telha "marselha; chaminés de tijolo, rebocadas e pintadas, forrada a mosaico vermelho hidráulico no fundo e dos lados forradas a azulejos brancos; paredes interiores de tijolo e blocos de betão; escadas, corrimão e pavimentos de madeira com exceção das cozinhas e casas de banho que são de mosaico.
Observações
Para construção do Bairro, foram expropriadas duas parcelas de terreno a José Ferreira da Silva Barros, umas dessas parcelas tinha servidão por caminho que confrontava com Rua do Dr. Manuel Laranjeira, vedado por portão. *1 - O arquiteto Luís Amoroso Lopes prestou serviço na Secção de Estudos e Projetos de 1937 a 1945. Trabalharam ainda na elaboração dos projetos - tipo, para construção de bairros de casas económicas, arquitetos como: Raul Lino, Rebelo de Andrade, Couto Martins, Alberto Cruz e Rogério de Azevedo. *2 - A escola foi adjudicada pela importância de 78 000$00. *3 - A ampliação do bairro foi arrematada por 684 480$00. *4 - Destruída com a abertura da Via de Cintura Interna.