Santuário calcolítico sem qualquer estrutura coerente que permita indiciar se o local é funerário ou ritual, embora a implantação topográfica associada à inexistência de espólio cerâmico abalize a última hipótese considerada. Apresenta anel lítico delimitando possível recinto ritual com elevado número de estelas decoradas, de modo a poder reconhecer-se representações masculinas, femininas e coletivas. A excecional concentração de estelas é caso único a nível Peninsular, revelando um potencial científico ímpar dentro dos sítios pré-históricos conhecidos. A cronologia destas peças, pelos carateres estilísticos evidenciados, mormente a ausência de representações de armas, aponta para uma inserção provável dentro do 3 milénio a.C..
Santuário calcolítico implantado numa pequena elevação aparentemente delimitada por um anel lítico dentro do qual se encontra um alinhamento de estelas, predominantemente em granito embora algumas sejam em xisto, predominantemente retangulares, com um elevado número de exemplares decorados, as quais deveriam circundar o cabeço. As estelas, de diferentes tamanhos, apresentam marcas correspondentes a elementos faciais como olhos e nariz, bem como decoração que incluía a definição de colares, cinturas e motivos geométricos, destinados a representar divindades, entidades tutelares de territórios e personagens heroicos, como chefes e guerreiros.
Materiais
Anel lítico em blocos de xisto; estelas em granito e xisto.
Observações
As estelas estão depositadas na residência do proprietário do terreno, em Vila Flor, num armazém em Assares e no Museu Abade de Baçal, em Bragança.