Arquitectura civil de equipamento, neoclássica. Fonte de espaldar, com porta lateral de acesso a nascente e arca de água. Espaldar enquadrado por pilastras toscanas e rematado por friso e cornija, elevando-se ao centro urna com festões sobre acrotério. Apresenta duas bicas tubulares em meia esfera e tanque semicircular composto por duas fiadas de cantaria, a inferior ligeiramente saliente, e rebordo superior achatado, também saliente.
Fonte com espaldar rectangular enquadrado por pilastras toscanas ligeiramente salientes. Ao centro, remate ligeiramente saliente, em friso sob cornija, tendo epigrafada na primeira "FONTE DE VILLA PARDA". Sobre a cornija eleva-se largo acrotério, com inscrição epigrafada "RESTAURADA" *1, sobre o qual surge grande urna decorada com festão. Por baixo do friso surge almofada rectangular, inferiormente com prolongamentos rectangulares nos extremos. Ao centro, surge cartela moldurada com a data de "1859" epigrafada. Na base do espaldar, junto às pilastras surgem duas bicas tubulares em meia esfera. A toda a largura deste, adossa-se tanque semicircular, composto por duas fiadas de cantaria, a inferior ligeiramente saliente, e rebordo superior achatado, também saliente. À direita do espaldar, rasga-se porta de acesso a nascente e arca de água.
Materiais
Estrutura de granito; tubos da bica em cobre.
Observações
Segundo a lenda, o nome da fonte deriva de viver uma mulata ou mulher parda na antiga Rua do Bairro Alto, actual Rua do Bonjardim, entre o Largo de Tito Fontes e a embocadura da Rua do Paraíso. Foi construída no local onde existiu uma pequena fonte com tanque que era alimentada com água que nascia num rochedo ali perto. No projecto é visível a existência de um tanque na parte posterior do espaldar. *1 - A data encontra-se encoberta pela vegetação.