Arquitectura religiosa, rural. Capela de planta longitudinal, de nave com cobertura em madeira e capela-mor abobadada.
Nave rectangular a que se adossa a E. o corpo quadrangular de menores dimensões e mais elevado da capela-mor. Volumes articulados com coberturas diferenciadas de 2 águas sobrea nave, em terraço sobre a capela-mor. Fachada principal revelando a nave única, de empena triangular rasgada por porta de frontão triangular, ladeada por 2 vãos de verga de arco redondo, um vazado, outro transformado em nicho; um óculo de vão abocinado e um escudo nacional rematam a empena. Nas fachadas laterais rasgam-se frestas e na fachada N. abre-se uma porta em arco quebrado. A capela-mor contrafortada nos vértices por 2 esbarros de 3 andares, ornados com gárgulas animalistas, é coroada por merlões chanfrados. INTERIOR: a nave de paredes nuas é coberta por tecto de madeira de 3 planos. Um arco triunfal de volta perfeita, assente em colunelos de capitéis lisos e ábaco oitavado, abre a capela-mor coberta por abóbada de cruzaria de ogivas, de um tramo, estribada em colunelos de capitéis fitomórficos; no fecho o pelicano, emblema de D. João II.
Materiais
Alvenaria e cantaria calcárias, telha cerâmica.
Observações
1. O cântaro de barro no nicho ao lado da porta principal conserva água fresca para matar a sede aos passantes, numa tradição que se mantem desde a construção da capela. 2. Todos os anos no dia de São Jorge se realizava uma procissão até à capela, na qual participavam membros das Câmaras, párocos, beneficiados e a cleresia de Porto de Mós, Aljubarrota e Batalha, bem como os religiosos do mosteiro dominicano.