Arquitectura infraestrutural, ecléctica. Chafariz de espaldar com tanque resguardado por cobertura abobadada, no qual a linguagem plástica reflecte uma diversidade de fontes de influência, bem características do gosto ecléctico que marcou o final de séc. 19.
Muro de suporte caiado a amarelo, rematado por capeamento de cantaria, ao centro do qual se destaca um pano de alvenaria de rocha argamassada; ao centro deste rasga-se nicho em arco de volta perfeita onde se insere um tanque resguardado por murete de cantaria; remate em platibanda, caiada a amarelo, com capeamento de cantaria e remates laterais em plintos de cantaria; ao centro lápide de cantaria de formato rectangular, com os ângulos chanfrados em curva e molduração de meia cana, onde se destaca o cronograma 1891; sobre a platibanda, ao centro, fuste de secção octogonal, munido de plinto quadrangular, interrompido por um anel e rematado por candeeiro moderno; assenta numa base escalonada de três registos, de perfil polilobado e decorados por folhagens relevadas, destacando-se sobre o primeiro e segundo registos um pedra de armas do município, de formato rectangular; nos extremos elevam-se urnas de cantaria com caneluras, assentes em plintos decorados com florões e articulados com a base do fuste por meio de volutas, decoradas com ramagens; a face tardoz segue esquema idêntico com excepção das armas do município, aqui substituídas pelas iniciais "C" no segundo registo e "M.V" no primeiro; abaixo da platibanda o muro é contrafortado por rampa de alvenaria pintada a amarelo e capeada a cantaria.
Materiais
Alvenaria de pedra e cal rebocada e caiada a amarelo, rocha não aparelhada, cantaria.
Observações