Arquitectura religiosa, vernácula. Pequena capela com alpendre, baseada na planta da da Senhora das Vitórias, de São Jorge (FRAZÃO, 1982), de nave única e capela-mor coroada por cúpula.
Planta longitudinal composta por nave única e capela-mor em forma de cruz grega com braços reduzidos, a que se adossa a NE. sacristia, e a NO. um alpendre de planta quadrada; volumes articulados com cobertura diferenciada em telhados de 2 águas sobre a nave, de 1 água sobre a sacristia, de 3 águas sobre alpendre e a domo sobre a capela-mor. Frontespício, orientado a NO., de pano único delimitado por alhetas de cantaria com remate em empena angular de cornija saliente e pequena sineira, aberto por porta recta ladeada por 2 janelos gradeados e sobrepujada por óculo, a cuja altura se eleva alpendre de 3 vãos delimitados por 2 pilares de secção quadrangular. Fachada SO. em empena recta. Fachada SE.:corpo da capela-mor de pano único, cego, delimitado por alhetas de cantaria, com contrafortes diagonais de ambos os lados, sobre o qual assenta cúpula ladeada por pináculos e sobrepujada por lanternim. Fachada NE.: corpo saliente da sacristia, em empena recta, adossado ao corpo da capela-mor; corpo da nave, em empena recta, aberto por porta, formando gaveto. INTERIOR: nave única de pavimento lajeado com silhar de azulejos de padrão azuis e amarelos, seiscentistas e cobertura em tecto de madeira disposto em 3 planos. Arco triunfal pleno encimado por registo azulejar com a imagem do orago, abre para capela-mor de planta quadrangular com arcos da mesma feição em cada uma das faces, coroada por cúpula sobre pendentes; revestimento azulejar até à sanca, excepto num dos pendentes onde se destacam fragmentos de pinturas murais de tonalidades ocres figurando grutescos: entre duas aves volvidas, uma figura híbrida com crucifixo ao peito agarrando com ambos os braços umas volutas vegetalistas terminando em carrancas. Altar-mor com edícula com a imagem de Santo António. Iluminação feita pelas 2 janelas do frontespício e lanternim da capela-mor.
Materiais
Estruturas de alvenaria e cantaria; pavimento lajeado; cobertura em madeira e telha; azulejos; pintura a fresco; rebocos.
Observações
A ermida foi construída com o produto das esmolas de devotos de Santo António. Era administrada pelos confrades da Confraria de Santo António, a qual antes de ter capela sua tinha a sua sede em Santa Maria; de forma que houve demanda entre os párocos de São Pedro e Santa Maria, se a Confraria devia transferir-se para a sua capelinha de Santo António, ou se devia ficar na Igreja de onde era oriunda, como ninguém cedesse, combinou-se que as ofertas, recolhidas entre os devotos pertencessem num ano à Igreja de Santa Maria e no outro à Capela de Santo António (FRAZÃO, 1982).