Arquitectura de comunicações e transportes, de ferro. Ponte de vigas do tipo treliça, de tramos rectos, com um tabuleiro plano, colocado, actualmente, ao nível do banzo superior das vigas principais e assentando sobre pilares de cantaria e pegões-encontro.
Ponte rodoviária em ferro de um tabuleiro, plano, constituído por três tramos assentes em dois pilares de cantaria tronco-piramidais e de diferente altitude, de aparelho "quadratum" com os cunhais de cada face formando alhetas salientes, terminados em cornija, formando assim três vãos de diferente extensão. A amarração do tabuleiro às margens é efectuada por pegões-encontro, também em cantaria aparelhada e lateralmente reforçados por arcos de volta perfeita assentes em pilares rectangulares inclinados, formando falsos arco botantes; o da margem direita, mais longo, tem cinco arcos e o da margem oposta apenas dois; nos seguintes, dispõem-se gárgulas. Cada tramo da ponte é constituido por uma armação de duas vigas principais contínuas rectas, de vão rectangular, interligadas por vigas mestras dispostas verticalmente e solidariezadas por outras em X. Pavimento de argamassa betuminosa e passeios em cimento formando quadrados, protegidos por guardas metálicas, de estrutura tubular e rede metálica entre os encontros; sobre os pegões-encontro, as guardas são em cantaria, tendo num dos pilares do lado de Vila Real a inscrição "J.A.E. 1951 - Grande Reparação".
Materiais
Estrutura de ferro, sobre pilares de cantaria e com pavimento em betão.
Observações
A inauguração da ponte sobre o Corgo foi considerado um acontecimento de grande importância para a cidade, tendo o povo composto a seguinte quadra alusiva "Já temos a luz eléctrica, / marcos postais e estação; / a ponte está quase pronta / e os automóveis virão".