Arquitectura residencial, quinhentista. Casa corrente de dois pisos e aproveitamento ao nível das águas furtadas com ligação interior por escadaria. Remate em beiral. Vãos rectilíneos com janelas de guilhotina. Uma janela e porta com arcos canopiais manuelinos. Uma das fachadas, correspondente ao volume recentemente adquirido pelo proprietário e comunicante com a casa primitiva, possui varanda alpendrada, assente sobre mísulas, tipicamente beirã.
Planta rectangular composta por dois volumes *1 adossados, articulados, de disposição vertical e cobertura contínua em telhado de duas águas. Fachada principal virada a E., de três pisos rebocados e pintados a branco com embasamento a cinzento. Primeiro piso com duas portas e uma janela de guilhotina, tendo, no segundo piso, janela de guilhotina. Os vãos são rectilíneos, com molduras de cantaria, tendo, na janela do andar superior, esculpidas duas imagens, representando dois lagartos. Junto ao beiral, pequena janela de guilhotina, correspondendo ao aproveitamento do nível do sótão. Fachada virada a S. em pedra com aparelho rústico no volume primitivo e rebocado e pintado a branco no volume adossado ao principal. De 2 pisos, tem, no primeiro, duas janelas de guilhotina e uma porta. Segundo piso com varanda alpendrada em madeira suportada por três mísulas de granito, com porta de acesso. Vãos com lintéis rectos. Remate de fachada em empena. INTERIOR com espaços diferenciados, sendo o acesso entre os vários pisos assegurado por escadaria. No primeiro piso, a porta de acesso à cozinha possui vão com arco canopial e moldura que o acompanha. Pisos em ardósia, enquanto no segundo se constitui em soalho. Tectos em madeira com travejamento.
Materiais
Granito, argamassa, madeira, telha lusa, ardósia.
Observações
*1- a Casa do Lagarto correspondia ao volume localizado no gaveto dos 2 arruamentos. Actualmente, a casa foi ampliada pela aquisição de uma outra habitação adossada, interligando-se ambas pelo interior.