Arquitetura residencial, barroca. Palácio arquiepiscopal, de lote extenso com frente larga, com remate lateral em pilastras graníticas e gárgulas no entablamento. Planta rectangular regular definida pelo edifício principal e zona de jardim traseira, desactivada e reutilizada no século 20. Conserva a imagem de génese, definida pelo volume monumental da fachada desenhada em 3 pisos, pela cadência regular das aberturas, de verga recta e moldura granítica nos dois primeiros pisos, divididos do 2º piso por falsa cornija, sobre a qual assentam os balcões das janelas de sacada, rematadas por moldura com bandeira e verga saliente. Interior acedido por grande portal barroco em granito e vestíbulo calcetado com cobertura em abóbada de barrete de clérigo, de ligação a zona de serviço térrea e com acesso a sub-cave, antigo espaço de armazém com cobertura em abobadilha. O acesso aos pisos superiores faz-se por grande escadaria central, com duplo lanço lateral e com decoração de pinturas murais, com comunicação a vestíbulo de ligação aos aposentos privados e salões de aparato. Destaque para o grande salão de baile, com cobertura em abóbada de canhão e platibanda corrida e algumas divisões com tectos decorados a estuque, com paralelos em vários edifícios do Centro Histórico da cidade de Évora (PT040705050070), como é o caso da Casa da Rua de Serpa Pinto, nº 21 (PT040705050228) e Casa de Garcia de Resende (PT040705210025).
Observações
EM ESTUDO.