Fontanário de estrutura tipo nicho neoclássico, de planta trapezoidal e vão tripartido, em cantaria rija regional, encimado por frontão datado de 1844.
Amplo nicho de planta trapezoidal, com frontispício em cantaria rija regional assente em bases ressalvadas e soco, com vão tripartido e decorado por incisões horizontais, e com chave ressalvada, encimado por cornija e decorado por "pontas de diamante" nos seguintes; remata o conjunto plinto com cartela, onde se inscreve a data de 1844, apoiada lateralmente por aletas, terminada por cornija e plinto. Interior revestido até meia altura em cantaria, prolongando as ilhargas, e o restante em feijoco. Taça rectangular bojuda sobre pé, com uma bica, entretanto, substituída por batoque. O conjunto articula-se em alto muro de alvenaria com cunhais, remate e embasamento pintado a cinza, o último a imitar cantaria aparelhada, rasgado por porta de ferro pintada a vermelho de acesso à mãe de água, igualmente com a moldura pintada a cinza. Na parede E., em aparelho "vittatum", assenta grande painel de azulejos reproduzindo uma aguarela do fontanário em 1949 com moldura de alvenaria pintada a vermelho.
Materiais
Cantaria rígida regional aparente, alvenaria de cantaria regional rebocada, feijoco e azulejos.
Observações
A aguarela de Max Romer, datada de 1949, regista a pedra de armas nacional a encimar o frontispício, assente sobre esfera armilar. Parece assim que, naquela data, ainda subsistiam as armas nacionais da primitiva "Fonte Nova do Príncipe D. João", as do império unido Portugal / Brasil, embora sem a coroa imperial, provavelmente, apeada em 1910.