Arquitectura militar e religiosa, popular. Quartéis de arquitectura tradicional alentejana, integrando capela. Um dos raros exemplos de edifícios construídos de raiz para alojar militares; evidencia notável equilíbrio de volumes e de belo efeito de claro escuro, conseguido pelo contraste das arcarias das fachadas anterior e posterior com a simetria dos vãos do pavimento superior deitando sobre a varanda do passadiço. O orago foi objecto da devoção das gentes da zona raiana, de Portugal e Espanha.
Planta composta, formada por grande rectângulo alongando-se no sentido NO. / SE. (as casernas), cruzado por corpo menor rectangular transversal, assimetricamente implantado (a capela de Nosso Senhor dos Quartéis). Volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhado de 2 águas; na cumeeira destaca-se a fiada de chaminés prismáticas, apenas interrompida pelo volume destacado da capela. Fachadas de 2 pisos, o inferior rodeado a E. e O. por grande arcaria, de arcos redondos, cuja cobertura funciona como varanda corrida, para a qual abre o piso superior e que se dilata em frente à fachada da capela; a N. e S. uma escadaria de 2 lances estabelece a comunicação entre os 2 pisos; portas de verga recta, com postigos, rasgadas a intervalos regulares. A fachada da capela, orientada, rematada por empena recortada por volutas, é enquadrada por pilastras, encimadas por pináculos sobre acrotérios; no eixo central rasga-se o portal de frontão triangular, encimado por janelão com frontão de volutas; pequena sineira assente sobre o corpo das casernas, do lado S.. No interior da capela pintura mural figurando a Crucifixão.
Materiais
Observações