Arquitetura industrial, quinhentista. Moinho de papel edificado junto a curso de água, com poços onde giram rodízios horizontais e paralelos às mós. Edifício de muros simples e maciços caiados.
Planta retangular, composta pelos corpos do moinho, armazém e casa do moleiro; volumes escalonados dispostos na horizontalidade. Cobertura diferenciada em telhados de quatro águas (moinho) e em duas águas (armazém e casa do moleiro). Fachada S. virada para a rua, aberta por portão recto (moinho), fresta horizontal e janela ao nível do piso superior (casa do moleiro) e portão reto (armazém). Fachada E., ribeirinha, aberta por arcos góticos dos poços dos rodízios, prolongando-se por muro com plataforma de pequeno cais de embarque alpendrado. INTERIOR: espaço diferenciado com as várias dependências articuladas, de pavimento em soalho e cobertura em madeira com ripas transversais.
Materiais
Cantaria, alvenaria, rebocos, telha, madeira.
Observações
*1 - muito provavelmente, nos fins do reinado de D. Afonso V, a arte de imprimissão assentara em Leiria um primeiro prelo nas faldas do Monte (História de Portugal, 1932).