Arquitectura nfraestrutural, maneirista. Fonte de mergulho, contrafortada, com entrada em arco de volta perfeita e cobertura em cúpula cilíndrica rematada por lanternim. Originalmente articulava-se com o Aqueduto da Prata (v. PT040705120026). Integra-se num conjunto de fontes e chafarizes, urbanos - Chafariz do Geraldo (v. PT040705050027), Chafariz das Portas de Moura (v. PT040705050039), Fonte Nova (v. PT040705180072), Fonte do Largo de Aviz (v. PT040705070111) e Chafariz Del-Rei (v. PT040705190110) - e periurbanos - Chafariz do Rossio de São Braz (v. PT040705180101) e Chafariz das Bravas (v. PT040705170109) -, cujos mais antigos exemplares, Chafariz das Bravas e Chafariz Del-Rei remontam ao séc. 15.
Planta quadrangular, massa simples com cobertura homogénea em domo coroado de lanternim cupular assente em pequenos pilaretes. Fachada principal de pano único, delimitado por espessos contrafortes diagonais em rampa e rasgado por arco de acesso em volta perfeita, sobre pilastras, sobreposto por cartela moldurada, com as faces laterais concâvas, com a inscrição latina: FLECTE GENU; ENSIGNUM, PER QUID VIS VICTA TIRANI / ANTIQUI: AT Que. EREBI CONCIDIT IMPERIUM HOC TU SIVE PIUS FRONTEM, SIVE PECTORA SIGNE / NEC LEMURUM INSIDIAS, SPETRAQUE VANA TIME. Alçados laterais cegos, constituídos pelo tambor e domo, encontrando-se a restante estrutura enterrada. Interior: alçados de dois registos definidos por cornija moldurada; no muro fundeiro pequeno arco protegendo a nascente da fonte; subsistem, parcialmente destruídos, bancos laterais de alvenaria. Cobertura em cúpula sobre trompas triangulares.
Materiais
Alvenaria mista de tijolo e pedra miúda, rebocada
Observações