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CAE de Sever do Vouga celebra 18 anos

Aproxima-se o 18º aniversário do Centro das Artes do Espetáculo de Sever do Vouga, com um programa, que espelha a constante preocupação com a criação, formação e alargamento dos públicos para a cultura em Sever do Vouga.

São dezoito anos de funcionamento e prestação de serviço público em que a preocupação em definir linhas de orientação e de programação cultural tem vindo a crescer, bem como a promoção do acesso dos severenses aos bens culturais e a sua participação cultural.

Para a comemoração do aniversário do CAE, que se realiza nos dias 15 e 16 de novembro, considerou-se importante conceber um programa que represente, precisamente, essas diretrizes, mostrando, sobretudo, projetos cocriados ou que tenham incluído a participação da comunidade severense na última temporada.

Às 21h30, entre outros momentos, o primeiro dia irá contar com o concerto “Do Sacro ao Profano: Ecos de um Povo”, sob a direção artística do Maestro Carlos Marques. Interpretado por severenses, este espetáculo é baseado no Cancioneiro Popular de Sever do Vouga. Sendo uma produção CAE/Câmara Municipal de Sever do Vouga, pretende-se homenagear a memória coletiva das nossas gentes, celebrando a identidade cultural do concelho. Outro dos objetivos deste projeto é preservar e divulgar os elementos da cultura popular, que, ao envolver a comunidade, também promove e desperta o sentimento de pertença e estima.

Às 23h00, o espectador poderá assistir ao Café Concerto “As Palavras”, de Rui Oliveira. Neste concerto de voz, guitarra e loop station, o artista irá interpretar autores consagrados da língua portuguesa.

Às 18h00, no dia 16, irá abrir para o público a Exposição Memórias, que mostrará a perspetiva, sob o ponto de vista das artes visuais, que um grupo de jovens criativos tem do processo da descolonização – o Ultramar visto por quem lá não esteve.

Às 21h00, no mesmo dia, a performance Naturália, celebra a Natureza e sofre pela sua vulnerabilidade atual através do gesto, da relação e da contemplação. Partilham-se histórias e junta-se a música da vida desde sempre vivida junto da Natureza.

A instalação Naturália, patente ao público desde as 18h00 do dia 15 de novembro, mostra os desenhos costurados sobre a Natureza que nos envolve, uma Natureza generosa que dá, que surpreende ante a contemplação e da qual se cuida em gestos quotidianos. A Natureza enquanto território de vivências e que acorda memórias de outros tempos e de outros lugares. Uma exposição em que estão elementos importantes para a vida das suas criadoras, pois cada uma tem uma história para contar.

Já às 21h45, inicia-se o teatro “Quedas d’água d’amor”, surgindo a partir das comédias de William Shakespeare. Esta é uma peça de encenação de Joana Figueira e de dramaturgia de Jorge Louraço Figueira, tendo como base o tema do amor. Participam em palco 16 severenses.

A celebração irá culminar com o Café Concerto da banda Madrepaz, que apresenta o seu segundo álbum, de nome “Bonanza”. Este é escrito como um encontro entre o folk, a ginga da música Latino-Americana e a lírica inspirada em artistas como Zeca Afonso ou Fausto Bordalo Dias. É um disco de canções luminosas, de composições hipnotizantes e vozes cristalinas. A apresentação ao vivo agrega uma forte componente cénica.

Com a comemoração de tantas histórias, memórias e encontros, é deste modo que o Centro das Artes do Espetáculo de Sever do Vouga irá encerrar um ciclo e iniciar outro. Assim, convida-se toda a comunidade a estar presente neste grande evento, de entrada gratuita, mas sujeita ao levantamento de bilhetes, disponíveis nos locais habituais.




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