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NOS Primavera Sound viveu-se sem reservas e vai regressar em junho de 2020

Concluiu-se neste sábado a oitava edição do festival de música frequentado por um melting pot de gente feliz. A última noite pertenceu às mulheres, com as atuações de Rosalía, Erykah Badu e Nina Kraviz. Num ano em que o evento gerou 18,5 milhões de euros para a cidade, o NOS Primavera Sound e a Câmara do Porto já garantiram a renovação dos votos para 2020.

À questão "vens ver ou viver?", as respostas pendiam, invariavelmente, para uma conclusão: as cerca de 75 mil pessoas que passaram pelo Parque da Cidade ao longo de três dias quiseram desfrutar do cartaz do NOS Primavera Sound, mas também do seu ambiente. Mesmo que tal tenha significado um certo grau de resistência à imprevisibilidade do tempo. Que o digam aqueles que chegaram pela primeira vez ou até os veteranos que, escapando à habitual euforia dos rituais iniciáticos, continuam - isso sim - a surpreender-se pelo arrojo do line-up. José Barreiro, diretor do evento, reconheceu ao "Porto." essa ousadia, garantindo que "o cartaz arriscado compensou". No balanço que fez da edição de 2019, entre as cerca de 50 nacionalidades que contabilizou (com maior predominância para a espanhola, inglesa, francesa e italiana), o responsável deixou como exemplo "a vitória" alcançada à segunda noite, "com dois públicos completamente distintos a ver J Balvin e Interpol". Esse ecletismo já está, aliás, carimbado na estampa do evento. "O NOS é cada vez mais um festival multicultural" mas também intergeracional, sublinhou José Barreiro que, na conversa, não deixou de notar o público internacional de última hora que apareceu graças "ao contributo da Liga das Nações".Questões futebolísticas à parte, na verdade esta edição fica marcada pela presença de novos participantes, como demonstra o estudo de público e impacto económico realizado pelo Núcleo de Investigação do ISAG - European Business School, "com 60,8% [dos inquiridos] a indicar que não participou na edição anterior". É esse o caso de um grupo de quatro lisboetas, que só não vieram em edições anteriores "pela falta de disponibilidade". Comparativamente a outros festivais mais a sul onde são habitués, não sentiram qualquer complexo em admitir que o Parque da Cidade oferece todas as condições para a concretização de um evento desta envergadura. "O espaço é bastante grande e está bem distribuído e organizado", disse ao "Porto." a porta-voz do grupo.  Fator distintivo comprovado in loco pelo presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, e assinalado também por Catarina Araújo, vereadora da Juventude e Desporto. "As condições fabulosas [do Parque da Cidade] permitem-nos ter esta diversidade", expressa nos cinco palcos onde atuaram cerca de 70 artistas, recordou. A aposta está ganha e, como expectável, Catarina Araújo confirmou o regresso do NOS Primavera Sound ao mesmo local no próximo ano. "Temos um festival que está perfeitamente consolidado, não só porque quem vem pela primeira vez volta a ser fiel, mas também por uma característica muito peculiar: a média de idades ronda os 30 anos", adiantou a vereadora. Um retrato que confronta com a história de duas amigas alemãs, que já bisaram a sua presença no Porto e aproveitaram para estender a estadia até à próxima terça-feira, tempo suficiente para conhecerem melhor a cidade. Segundo o estudo do ISAG, a maioria do público referiu que tenciona voltar em 2020 (76,7%), fundamentando a sua vontade com a elevada taxa de satisfação demonstrada (4,42 em 5). Impacto do NOS Primavera Sound gera 18,5 milhões de euros para o Porto Nos três dias, cada festivaleiro gastou no recinto, em média, 103,65€, sendo que o público que reside fora da Área Metropolitana do Porto e no estrangeiro gastou na cidade, em média, 563,43€. Face ao ano anterior, verificou-se um aumento global em gastos de 26,3%, refere o Núcleo de investigação do ISAG - European Business School. Os valores totais gerados para a cidade ascenderam a cerca de 18,5 milhões de euros. Montantes sobretudo provenientes do alojamento, da alimentação e de atividades paralelas como visitas às caves de vinho do Porto e a museus, entradas em espetáculos e outros eventos culturais, animação noturna, compras em comércio local, entre outros. O NOS Primavera Sound regressa ao Parque da Cidade de 11 a 13 de junho de 2020 e, como avançou José Barreiro, "Pavement é a primeira confirmação e um exclusivo mundial para as edições de Barcelona e Porto". A celebrar o 20.º aniversário da marca no próximo ano, o Primavera Sound prepara-se para entrar em Los Angeles, terceira latitude à escala global a quem é concedido esse privilégio.




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