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Presidente da Câmara satisfeito com evolução no debate do Plano da Orla Costeira

Presidente da Câmara satisfeito com evolução no debate do Plano da Orla Costeira

Aires Pereira revelou que desde a primeira vez em que o tema começou a ser falado publicamente até à reunião de ontem com o Ministro do Ambiente “evoluímos muito no que são as nossas preocupações e no que são as preocupações do Ministério do Ambiente. Estabelecemos uma série de compromissos, para garantir um consenso entre as autarquias e o Governo".

Entre os temas ontem debatidos na reunião o autarca poveiro mencionou "o compromisso para a proibição de novas edificações nas zonas de risco" e a "revisitação aos sítios mais sensíveis de técnicos da Agência Portuguesa do Ambiente para verificar a ocupação existente e estabelecer uma calendarização para, se necessário, operar, com tempo, uma deslocalização".

Neste sentido, o Presidente referiu que "tem de haver tempo para que as cidades possam fazer os seus processos de regeneração, assegurando a deslocação das pessoas, mas também avaliando os financiamentos para tal".

Sobre a situação específica dos três edifícios que foram sinalizados como elegíveis para a demolição, por estarem em cima dos areais, Aires Pereira esclareceu que, no caso da Esplanada do Carvalhido, esta "vai ser alvo de um projeto conjunto para a renovação do espaço e não a sua extinção", enquanto que para o Bar de Quião "serão criadas condições para dar tempo e espaço para a sua renovação”. Já “o edifício Enseada entrará em processo de retirada, uma vez que foi adulterado o seu funcionamento inicial, mas dando tempo para o concessionário se acomodar".

Quando à situação das Piscinas Municipais, que também foram sinalizadas como estando em zona de risco, Aires Pereira revelou que não está entre a lista de prioridades do novo POC, acrescentando: "parece-me que a demolição está fora de questão porque o Ministério tem outras prioridades e, a nível financeiro, não terá condições para deslocalizar um edifício desta natureza. Se houvesse um perigo iminente, o que não acontece, teríamos de avaliar o que seria melhor para o interesse público".

O autarca da Póvoa de Varzim referiu que houve abertura para mais reuniões entre os intervenientes no POC, salientando que o "importante é conseguir plano em que todos" se "revejam nas condições e necessidades".

O Presidente da Câmara aproveitou esta reunião para colocar ao Ministro a questão da reposição de inertes nas praias, após as dragagens que são operadas, nomeadamente no Porto de Pesca da Póvoa de Varzim. E a este propósito, transmitiu: "foi um assunto que mereceu toda a atenção do Ministério e que pode resultar numa metodologia futura em que nunca se pense em fazer dragagens sem recarregar a costa com esses inertes. Não podemos estar a dizer que a costa vai recuando e, quando retirarmos areias, irmos depositá-las em alto-mar".

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