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Praça de Touros Arquitecto Amadeu Augusto dos Santos

Praça de Touros Arquitecto Amadeu Augusto dos Santos

O ponto de interesse Praça de Touros Arquitecto Amadeu Augusto dos Santos encontra-se localizado na freguesia de União das freguesias de Montijo e Afonsoeiro no municipio de Montijo e no distrito de Setúbal.

Arquitectura recreativa contemporânea. Equipamento urbano em construção em betão armado, de expressão plástica tendencialmente geométrica, em linguagem funcionalista, com faixa de aberturas de iluminação na horizontal, e panos murários lisos, onde se garante a presença do edifício como peça de arquitectura autónoma; expressão de brutalismo ao ser deixado à vista o material, o betão rugoso e a tijoleira armada. Constitui a segunda maior praça de touros construída em Portugal. Edifício de carácter citadino dos anos 50, de grande coerência formal na composição volumétrica, de equilíbrio ponderado, com bom sentido de massas e manifesto sentido plástico.

Planta centralizada, círcular formada pelo anfiteatro envolvendo arena. Massa de volumes articulados em justaposição, com disposição dos volumes em horizontalidade. Cobertura da zona dos camarotes em pala ondulada no centro e lisa lateralmente e restante área em céu aberto. Fachada principal orientada a O. com embasamento, dividida por uma série de panos encurvados, por pilastras lisas, com dois registos, definidos pelo friso circular reentrante, de apoio à parede murária superior; no registo inferior abrem-se várias portas de acesso ao interior diferenciadas para o público, cavalos e gado taurino; os 3 portais principais com gradeamento, que levam ao vestíbulo, inserem-se num corpo em avançamento que remata em 3 arcos de pleno centro, assentes em pilastras com esfera em cantaria no topo, correspondendo às coberturas; as restantes portas são rectangulares com as folhas em madeira e gonzos de ferro; no registo superior rasgam-se pequenas janelas que formam um friso a toda a volta do pano murário; remate em cornija de coroamento em ressalto. INTERIOR de espaço diferenciado: galeria que se abre sob o anfiteatro onde se organizam o vestíbulo que se estende a toda a volta do edifício, cortado apenas pelo corredor de acesso aos curros e curros; da banda exterior da superfície circular, as cavalariças, o vestíbulo das bilheteiras, duas escadarias de acesso aos camarotes do piso superior, 2 bufetes, sala dos bombeiros e de viaturas de emergência, enfermaria, a sala do museu, um vestíbulo de entrada de menores dimensões que o principal, a capela; fronteiros a estas divisões e divididos ao longo do corredor da galeria, grande número de arrecadações, zona de pesagem dos animais, zona de embolação, 6 escadarias de acesso ao anfiteatro, constituído por filas de assentos que formam degraus com escadas e galerias circulares, interrompidos pelas áreas dos camarotes, pela tribuna e pelos espaços dos órgãos de comunicação social; ao nível da arena abrem-se as portas dos zonas ocupadas pelos participantes no espectáculo; limitando a arena a barreira, elemento separador dos espectadores do espaço da arena; em paralelo a trincheira (barreira construída de madeira, que limita a arena e serve de refúgio ao toureiro e a todos os indivíduos que de algum modo têm desempenhos ligados à lide); nesta e na arena há burladeros (taipais de madeira encaixados na barreira, em paralelo, para protecção dos intervenientes nas lides), espaço entre-barreiras (corredor entre a barreira e a trincheira). Cobertura do interior do anfiteatro em aparelho à vista. Iluminação dada pelas aberturas rasgadas em banda a toda a volta do edifício. No vestíbulo principal existência de painéis murais com pinturas populares de acentuado cromatismo, de cenas relacionadas com a lide nesta praça de touros. No museu, tido também como a Sala de Troféus, a existência da cabeça do primeiro touro lidado na praça. Calçada portuguesa no pavimento da galeria interior.

Materiais

Betão armado, vigas de betão com tijolo armado, pedra de calçada portuguesa, madeira, reboco, telhas.

Observações

*1 - As praças de touros, consoante as condições de comodidade, lotação de espectadores, número de espectáculos taurinos realizados na praça, tipo de construção arquitectónica e até mesmo a tradição tauromáquica da localidade, dividem-se em praças de 1ª, 2ª e 3ª categoria. A praça do Montijo, segundo o site www.festabrava.hpg.ig.com.br , é classifica de de 1ª. categoria.