Arquitectura político-administrativa e judicial, quinhentista. Pelourinho de bloco prismático, com soco de planta octogonal de quatro degraus, composto por coluna cilíndrica, integrando base quadrada, capitel formando quatro braços esculpidos com carrancas zoomórficas, e com cenas antropomórficas e zoomórficas no intervalo, coroado por "sileno", sentado em banco de espaldar com florões em apainelados, e segurando o escudo da cidade. Pelourinho bastante original, não só pelo facto do fuste atravessar um berrão lusitano, proto-histórico, de aspecto tosco e atarracado, devido à altura das patas, como também pelo talhe do seu capitel e remate. Na verdade, o capitel possui quatro braços cruzados tipo cachorros zoomórficos, possivelmente onde se fixavam as argolas para prender os presos, de que conserva os orifícios, e nos intervalos representações zoomórficas ou antropomórficas, levando Luís Chave a incluí-lo nos pelourinhos que apresentam cenas mitológicas ou de suplício. Apesar de normalmente datado do séc. 13 e de estilo românico, o pelourinho de Bragança deverá ter sido construído no séc. 16, provavelmente depois do foral dado por D. Manuel, uma vez que os escudetes laterais do escudo seguro pelo "sileno" estão na vertical, o que só ocorreu com a correcção das armas nacionais no reinado de D. João II (1481 - 1495). A própria figura do remate, bastante invulgar nos pelourinhos, e o seu talhe rudimentar, bem como a estrutura do bloco, octogonal, tem contribuído também para esta datação. A meio do corpo do berrão existe uma corcova que foi usada nela se implantar o pelourinho.
Estrutura em cantaria de granito grosseiro, composta por soco de planta octogonal, composta por quatro degraus escalonados e boleados, figura zoomórfica, um berrão, conhecida como "a porca da vila", em cantaria de granito, com cerca de 2 m de comprimento, fracturado a meio e unido por gatos de ferro, tendo a parte posterior ligeiramente côncava e com orifício, e concavidade sobre a cabeça. O berrão é atravessado pela coluna, com cerca de 6,20 m de altura e c. 30 cm de diâmetro, de fuste cilíndrico, integrando base quadrangular, conservando no terço superior anel de ferro; capitel cilíndrico, com alguns elementos presos por gatos, formando quatro braços iguais, completamente esculpidos tendo nos topos de cada braço carrancas zoomórficas, de boca entreaberta, e tendo no intervalo de cada braço, altos-relevos representando figuras zoomórficas e antropomórficas. O capitel é rematado por silhar, de forma hexagonal, com um "sileno", sentado em banco de espaldar formando apainelados decorados com florões relevados, segurando frontalmente as armas da cidade: um escudo partido, tendo no primeiro as armas de Portugal, com os cinco escudetes, os laterais postos verticalmente, e no segundo um castelo aberto e iluminado.
Materiais
Estrutura em cantaria de granito; gatos e argola de ferro.
Observações