Aglomerado proto-urbano da Época Calcolítica. Povoado fortificado implantado num cabeço de altitude média aproveitando vertentes íngremes para defesa natural e protegido por três muralhas, colocadas transversalmente, com torre oca. As muralhas deste castro, mais estreitas do que a do Zambujal (v. IPA.00006349) e a torre oca correspondem à fase final das fortificações eneolíticas, em que as construções robustas foram substituídas por estruturas menos espessas.
Povoado sensivelmente rectangular com 60 x 25 m., fortificada por três muralhas estreitas, transversais para proteger o lado NO., o único de difícil acesso. Vestígios de uma construção circular a NO da fortificação, possivelmente uma torre, e um monumento funerário - tholos - (com a entrada virada a nascente), no extremo SO. Encostada exteriormente à porta, a poente, uma sepultura encontrada junto à porta da fortificação, no lado de fora, contendo um esqueleto. Hipólito Cabaço diz ter encontrado alguns fundos de cabanas, de cujos postes de fixação se viam os restos carbonizados.
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