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Castro de Romarigães

Castro de Romarigães

O ponto de interesse Castro de Romarigães encontra-se localizado na freguesia de Romarigães no municipio de Paredes de Coura e no distrito de Viana do Castelo.

Aglomerado proto-urbano. Povoado da Idade do Ferro. Povoado fortificado / castro situado em vale, até agora com duas linhas de muralhas e uma outra confirmadas, torreão de vigia e habitações circulares. Trata-se de um povoado de vale, um dos de menor altitude implantados na área do N., a imponência das muralhas, o material com a qual são construídas (terra), caso único na região, e ainda o torreão de vígia, que considera inédito. O não aparecimento de espólio romano aponta para a sua fraca romanização.

Povoado, ao que parece, de planta ovalada, com zona da acrópole no cimo do monte de estrutura circular, fortificado por duas linhas de muralhas, em terra e muito pouca pedra, e uma outra na encosta de pequeno declive formando um círculo fechado, seguindo os contornos do monte. São duplas, em toda a área do monte, excepto a N., onde se unem numa só. A primeira linha de muralha, em talude, talvez terminasse externamente em fosso. No cimo do monte, existe ainda espécie de torreão, de configuração cónica, aberta a NE. e foi também construída em terra com alguma pedra. A entrada do povoado localizar-se-ia a NO. e o talude que o defendia orientava-se na direcção N. convergindo para o talude externo, unindo-se a este de modo a vedar o acesso.

Materiais

Granito e terra

Observações

A escolha do local de implantação do povoado deveu-se às suas condições naturais de defesa, bons recursos naturais, com abundânica hibrida, proximidade de bons solos e fornecimento de matérias primas (pedra, metal e barro). As escavações realizadas em 1992 forneceram mais dúvidas do que certezas, devido aos elementos inéditos e sem paralelos que foram recolhidos. No entanto os seguintes elementos apontam para um povoado de cronologia bastante antiga, bem como uma romanização muito fraca - se a teve - e um abandono precoce: - o tipo de cerâmica indígena de fabrico manual e micáceo; a fíbula tipo "Santa Luzia" com tipo de fabrico e forma de presão da mola, diferente dos paralelos conhecidos, podendo indicar-nos uma variante regional deste tipo e de ter um fabrico local; o tipo de construção, de aparelho irregular, da Estrutura 1, de fabrico muito tosco; a não detecção, até ao momento, de mós rotativas mas rebolos de mós manuais; o tipo de construção das linhas de defesa em talude, provavelmente com fossos; o "torreão" de vigia; a coerência dos materiais encontrados; e o quase não aparecimento de espólio tipicamente romano. O facto da via romana passar na base do povoado foi um elemento de "expulsão" que forçou ao abandono do povoado.