Casa nobre barroca, apresentando desenvolvimento horizontal, quebrado pela torre brasonada que integra ao centro. Grande conjunto senhorial, edificado dentro de uma gramática puramente barroca, constituindo um marco da arquitectura suburbana portuense, do período Nasoni.
Planta rectangular com alçados de dois pisos e integrando ao centro torre quadrada. Fachada principal voltada a E. valorizada por escadaria central, que partindo do terreiro abre-se em dois lanços, para depois se unir no patamar de acesso ao andar nobre. Este tem fenestração regular com emolduramento em cantaria recortada, apresentando nos extremos, um par de janelas de sacada com molduras mais lavradas e com os balcões e balaústres de pedra. As restantes janelas, de guilhotina, apresentam-se mais simples. Destaca-se ao centro uma espécie de torreão com a pedra de armas sobre janela interrompida e duas outras pequenas janelas. Do lado N. a correnteza do alçado encontra-se com o alçado da capela. Subsistem, em torno do pátio, restos de decoração mural e escultural, delineada por Nasoni para enquadramento da moradia.
Materiais
Granito aparente, alvenaria de granito rebocado, cobertura exterior em telha, madeira, vidros.
Observações
A E. situa-se o antigo caminho de calçada que liga Maia a Leça do Balio. *1 DOF: Quinta do Chantre, com todo o conjunto de edificações, nomeadamente a casa, a capela, os chafarizes do terreiro, a janela do jardim e a portada.