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Fonte de Santo António

Fonte de Santo António

O ponto de interesse Fonte de Santo António encontra-se localizado na freguesia de Torre de Moncorvo no municipio de Torre de Moncorvo e no distrito de Bragança.

Arquitectura infraestrutural, maneirista. Fonte de espaldar, de planta e corpo rectangular, em cantaria, terminado em frontão de volutas interrompido, decorado com armas nacionais e municipais, e possuindo duas bicas, cuja água corre para tanque rectangular frontal.

Fonte de espaldar de planta rectangular e corpo igualmente rectangular, integralmente em cantaria, de aparelho irregular. Possui face principal virada a E., terminada em cornija e frontão de volutas, contracurvado e interrompido, tendo ao centro plinto paralelepipédico, com a data de 1704 inscrita, terminada em cornija, que sustentaria o antigo remate. No plano inferior, o espaldar tem lateralmente duas bicas, em ferro, deitando água permanentemente, e, superiormente, na zona central, as armas nacionais, à esquerda, e as municipais, à direita. As armas nacionais apresentam cinco escudetes, dispostos em cruz, cada um deles com cinco besantes, com bordadura de sete castelos, encimado por coroa aberta, tipo coronel floreado; as armas municipais têm torre torreada, de azul, aberta e iluminada do campo, com o torreado acompanhado por dois corvos, de sua cor, afrontados e pousados nas ameias da torre. Ao espaldar adossa-se frontalmente tanque rectangular, com paredes de cantaria, de bordo recto guarnecido exterior e interiormente com réguas metálicas, possuindo no alinhamento de cada uma das bicas, fixadas no espaldar e no bordo do tanque, duas réguas metálicas dispostas paralelamente para suporte do vasilhame.

Materiais

Estrutura de cantaria de granito; bicas e réguas de sustentação do vasilhame em ferro.

Observações

*1 - A fonte era inicialmente alimentada por águas recolhidas no monte Reboredo, situado a S. e sobranceiro à vila, conduzidas por encanamento de barro, que depois da Fonte de Santo António, onde se deveria situar uma arca de águas, ia pela Rua do Cano até ao chamado chafariz filipino, erguido na principal praça da vila (v. PT01040916015).