Arquitetura religiosa, maneirista, barroca, revivalista. Igreja paroquial de fundação tardo quinhentista, intervencionada no Séc. 17 e após o terramoto de 1755 e profundamente reformulada no 2.º quartel do Séc. 20 para adaptação a catedral. A estrutura primitiva do templo (que essencialmente se mantém), de três naves e 5 tramos com capelas laterais confrontantes, pouco profundas, capela-mor quadrangular ladeada por dois corpos, e fachadas laterais contrafortadas, sendo os panos rasgados superiormente por óculos, corresponde ao modelo das igrejas-salão muito divulgado na arquitetura maneirista do Baixo Alentejo a partir dos meados do séc. 16. A fachada primitiva, maneirista, apresentava, antes das obras do Séc.20, pano único, delimitado por pilastras de cantaria rematadas de pináculos piramidais, com remate em empena com cruz no vértice e rasgada por pórtico central (idêntico ao atual) ladeado por duas portas laterais de verga reta, alteada; axial ao pórtico, óculo de iluminação; a gramática maneirista foi mantida aquando da profunda modificação que sofreu no Séc. 20, com a aplicação de frontões triangulares sobre as portas laterais e no janelão central, então aberto a substituir o óculo, frontão triangular denticulado a rematar o corpo central, então criado, colocação de nichos munidos de frontões curvos, colocação de aletas no remate dos corpos laterais e recurso à ordem jónica nos capitéis das pilastras, conferindo-lhe assim maior monumentalidade mas conservando o classicismo do prospeto. O interior mantém a espacialidade quinhentista, ampla e unitária, obedecendo claramente ao modelo característico da arquitetura "chã" alentejana, com naves amplas, cobertas por abóbadas, à mesma altura, de aresta nervurada, descarregando em colunas toscanas, arcadas de volta perfeita nas capelas laterais e arco triunfal idêntico. A decoração interior, fruto da reutilização, durante as obras do Séc. 20, de altares, azulejos e outros elementos provenientes de várias igrejas e palácios, sobretudo de Lisboa, é fundamentalmente maneirista e barroca: o retábulo-mor, de planta reta e corpo único, manteve a talha dourada do primitivo, cuja feitura remonta aos finais de Seiscentos, apresentando elementos do barroco nacional, com dupla arquivolta sobre colunas decoradas de pâmpanos; o sotobanco e mesa de altar, de mármores embrechados, oriundos do Convento das Mónicas em Lisboa (v. IPA.00005071), são setecentistas; nas capelas laterais, retábulos de talha dourada atípicos, com corpo fundamentalmente maneirista mas banco, sotobanco e mesas de altares barrocos; a capela do Santíssimo apresenta retábulo de mármore da 2.ª metade de setecentos; os painéis de azulejos figurativos, azuis e brancos, são característicos da 1.ª metade do sec. 18, pertencendo ao denominado Ciclo dos Mestres; os silhares de azulejo de padrão, policromos (brancos, azuis e amarelos) são seiscentistas.
Planta poligonal irregular, composta por três naves de cinco tramos, cinco capelas laterais de cada lado, confrontantes, capela-mor de dois tramos (o 2.º destacado e escalonado), e vários corpos adossados: do lado esquerdo, a NO., o antigo cartório (adossado às duas primeiras capelas laterais), a sala da catequese (adossada à 3.ª e 4.ª capelas laterais), a capela da Imaculada Conceição (prolongando a 5.ª capela lateral), o corpo da sacristia e sala de reuniões (adossado ao 1.º tramo da capela-mor) e o corpo do vestiário e anexo (adossados ao 2.º tramo da capela-mor); do lado direito, os corpos da capela do Senhor dos Passos (prolongando a 2.ª capela lateral) e a capela do Santíssimo (prolongando a 5.ª capela lateral), dispostos na perpendicular, o corpo da torre sineira e sacristia (adossado ao 1.º tramo da capela-mor) e o corpo da casa do cabido e anexo (adossados ao 2.º tramo da capela-mor. Volumes articulados, massas dispostas na vertical, com cobertura diferenciada em telhado de duas águas no corpo das naves e capela-mor, no 2.º tramo da capela-mor, no antigo cartório e nas capelas do Senhor dos Passos e do Santíssimo, de uma água nas restantes capelas laterais, de três águas no vestiário e casa do cabido, em terraço nos anexos e em coruchéu na torre sineira. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, rematadas em cornija moldurada e/ou em beirado saliente; embasamentos, cunhais, pilastras, cornijas, frisos e molduras de vãos em pedra cinzenta. Fachada principal a SO. de dois corpos, o da esquerda correspondente ao antigo cartório e o da direita, mais elevado, de 3 panos, correspondente ao corpo das naves; este corpo apresenta com pano central ligeiramente saliente, disposto em dois registos, definidos por cornija e friso, e delimitado por pilastras, dispostas em dois registos, as inferiores da ordem toscana e as superiores da ordem jónica; pórtico central de mármore branco, de verga reta adintelada, sobre pilastras toscanas, sobreposta por tabela central, lateralmente delimitada por enrolamento volutado e invertido, tendo justapostos, pináculo em urna ladeado de pequenos enrolamentos; a flanquear a tabela, axiais às ombreiras, pináculos em urna semelhantes ao central; portadas de madeira, de 2 batentes, com almofadas trabalhadas em ponta de diamante, reguletes reforçados por crivos de ferro e espelhos trabalhados de ferro forjado; no 2.º registo janelão retangular, com molduras pétreas, de verga reta, sobreposta por frontão triangular, assente em pilastras jónicas e peitoril protegido por balaustrada; remate do pano em frontão triangular, denticulado, tendo no tímpano pequeno nicho central com a imagem, em pedra, de Nossa Senhora da Conceição; no vértice cruz latina, pétrea e, axiais às pilastras, pináculos piramidais sobre plintos. Panos laterais definidos por cunhais de cantaria e pelas pilastras do pano central; remate em aleta e pináculo piramidais sobre plintos a coroar os cunhais; cada pano é rasgado ao centro por portal de cantaria, de verga reta adintelada, assente em pilastras toscanas, sobreposta por frontão triangular, idêntico ao do pórtico, munido por portadas de madeira de dois batentes; cada portal é sobrepujado por nicho em arco de volta perfeita, sobreposto por frontão curvo, flanqueado por pilastras suportadas por cornija moldurada, saliente, assente em duas mísulas em formas de palmeta; nos nichos imagens em pedra, no da esquerda figurando São Marçal e no da direita São Lourenço. O corpo do antigo cartório apresenta registo e pano únicos, este delimitado por cunhais de cantaria e rasgado, ao centro, por janela retangular gradeada, com remate em cornija adintelada; remate em frontão triangular, com cruz de cantaria, sobre calvário, no vértice. Fachada lateral NO. de dois corpos, correspondentes ao corpo da nave lateral e 1.º tramo da capela-mor e ao corpo, escalonado, do 2.º tramo da capela-mor, ambos tendo inferiormente vários corpos adossados: na nave lateral, o corpo do antigo cartório (adossado ao 1.º e 2.º pano do corpo da nave, disposto paralelamente e ocupando c. de metade da altura da nave), o corpo da sala da catequese (adossado ao 3.º e 4.º pano do corpo da nave, sensivelmente da mesma altura que o cartório mas disposto na transversal) e o corpo da capela da Imaculada Conceição (disposto na transversal e ocupando toda a altura da nave); na capela-mor, no 1.º tramo a sacristia e no 2.º tramo o vestiário. Fachada lateral SE. de dois corpos, correspondentes ao corpo da nave lateral e 1.º tramo da capela-mor e ao corpo do 2.º tramo da capela-mor, idênticos aos da fachada NO. e ambos tendo igualmente vários corpos adossados: no 2.º pano do corpo da nave, a Capela do Senhor dos Passos e no 5.º pano a capela do Santíssimo; no 6.º pano, correspondente ao 1.º tramo da capela-mor, a sacristia e a torre sineira; no corpo do 2.º tramo da capela-mor a casa do cabido. Fachada posterior de cinco corpos, todos à face, adossados aos topos das naves e ao 1.º tramo da capela-mor; o corpo central, mais elevado, corresponde ao 2.º tramo da capela-mor, com remate em empena. INTERIOR: três naves, à mesma altura, de cinco tramos, definidos por arcadas, de volta perfeita, sobre colunas toscanas; cobertura em abóbadas de aresta nervuradas, de perfil em arco de volta perfeita e nervuras de cantaria, descarregando nas paredes laterais em mísulas e nas paredes testeira e fundeira em meias colunas toscanas; as naves laterais abrem para capelas laterais, pouco profundas (exceto no lado da Epístola as do 2.º e 5.º tramos), com acesso por arcos de volta perfeita, assentes em pilastras toscanas; entre o fecho dos arcos das capelas laterais e os arcos formeiros das naves laterais, óculos em capialço, munidos de vitrais polícromos. Paredes rebocadas e pintadas de branco, revestidas, na área entre as arcadas das capelas laterais até ao arranque dos arcos, com azulejos figurativos *1, azuis e brancos; colunas, pilastras, nervuras das abóbadas, arcos torais e formeiros, mísulas e molduras de vãos, de cantaria. Na parede fundeira, ocupando o primeiro tramo da nave central, guarda-vento de madeira, com cobertura em caixotões de madeira; sobre este eleva-se o coro alto, assente em mísulas de madeira e guarnecido por balaustrada de madeira de casquinha *2; é iluminado por janelão em capialço, desprovido de molduras, de dois lumes, com vitrais policromos, figurando São Paulo, do lado esquerdo e São Pedro, do lado direito; no sub-coro, embebidas nas primeiras colunas da nave central, duas pias de água benta, de pedra lavrada com losangos, torcidos e cabos entrelaçados de fitas e bolas; em cada nave lateral, portal em capialço, de verga reta com molduras de alvenaria, encimado por painel, retangular, de azulejos figurativos, azuis e brancos; por cima de cada painel, mísula de mármore suportando imagem de vulto em mármore branco de Carrara *3, figurando, do lado do Evangelho, São Francisco Xavier *2 e do lado da Epístola, Santo Inácio *2, enquadrada por pavilhão recolhido, em mármore negro, e querubim. Na nave lateral do Evangelho: no 1.º tramo, a capela sepulcral do Bispo D. José do Patrocínio Dias, no 2.º, a porta de acesso ao cartório e dependências anexas, no 3.º, a capela de São Tiago Maior com retábulo à face de talha dourada, no 4.º, a capela de São Sisenando com retábulo muito semelhante ao da capela de São Tiago Maior, no 5.º, a capela da Imaculada Conceição, profunda, com cobertura em abóbada de aresta, nervurada, paredes revestidas com painéis de azulejos figurativos, azuis e brancos, organizados em três registos, com episódios marianos e da vida de Cristo, sobre silhar de azulejos de padrão, azuis, brancos e amarelos; na parede testeira da nave, órgão ocultando a porta de comunicação para a sacristia, painel azulejar supra e, parcialmente, a imagem de vulto em mármore branco, de São Luís Gonzaga *2 enquadrada por pavilhão recolhido, em mármore negro, e querubim no vértice. Na nave lateral da Epístola: no 1.º tramo, a capela Batismal, no 2.º, a capela do Senhor dos Passos, profunda, com cobertura em abóbada de berço e retábulo de talha dourada e policromada (verde e cinzento), formando baldaquino, no 3.º, a capela de Santo António, idêntica à fronteira capela de São Tiago, no 4.º, a capela de São José, idêntica à fronteira Capela de São Sisenando e no 5.º a capela do Santíssimo, profunda, de dois tramos, com cobertura em abóbadas de aresta, nervuradas e paredes laterais forradas, até c. de meia altura, por painéis de azulejos figurativos, azuis e brancos, sobre silhar de azulejos de padrão e retábulo de composição idêntica ao da fronteira Capela da Imaculada Conceição; na parede testeira da nave porta de comunicação com a sacristia da Epístola, encimada por painel, retangular, de azulejos figurativos, azuis e brancos; sobre este, mísula de mármore suportando imagem de vulto em mármore branco, figurando Santo Estanislau Kostka *2 com o Menino, enquadrada por pavilhão recolhido, em mármore negro, e querubim no vértice. Arco triunfal de cantaria, de volta perfeita sobre pilastras toscanas, apresentando acima da chave escudo régio em talha. Capela-mor de dois tramos, apresentando nos alçados laterais do 1.º tramo arcada cega de cantaria, de volta perfeita sobre pilastras toscanas; arco toral de cantaria de idêntico perfil sobre pilastras toscanas embebidas nos paramentos; cobertura em abóbadas de aresta nervuradas, de perfil em arco de volta perfeita e nervuras de cantaria (de secção mais estreita que as das abóbadas das naves), descarregando, as do 1.º tramo, juntamente com os arcos formeiros, diretamente nos capitéis do arco triunfal e das arcadas e, as do 2.º tramo, em mísulas semelhantes às das naves. No 1.º tramo cadeiral de madeira *2, com apontamentos dourados, ocupando c. de ¼ da altura dos alçados; sobre o cadeiral painel de azulejos, azuis e brancos, com cenas da Paixão de Cristo: do lado do Evangelho, à esquerda, o Calvário e, à direita, a Lamentação vendo-se já a abertura do túmulo; do lado Epístola, à esquerda, Cristo perante Pilatos e, à direita, a Flagelação; as cenas são separadas por composição de anjo atlante suportando capitel e puto atlante; as cercaduras apresentam motivo de grinaldas enquadrando, as inferiores, cartela central e, as superiores, mascarão ladeado de volutas; a restante superfície do alçado é ocupada pela tribuna em talha dourada, disposta em 3 registos: no inferior sanefa, no central 4 colunas sobre altas bases, lavradas de enrolamentos de acantos, capitéis compósitos e fustes espiralados e com o terço inferior decorado por motivos vegetalistas; entre as bases das colunas corre balaustrada que suporta 6 painéis verticais envidraçados com caixilharia dourada com motivo de losangos entrelaçados; as colunas suportam o ático de remate curvo apresentando ao centro pintura a óleo sobre tela figurando, do lado do Evangelho, a Anunciação e, do lado da Epístola, Nossa Senhora com o Menino, rodeada de anjos, entregando o rosário a São Domingos. No 2.º tramo da capela-mor, descentrado, janelão retangular, com verga em arco de volta perfeita, munido de vitrais polícromos figurando, do lado do Evangelho, a Ascensão de Cristo e, do lado da Epístola, a Ascensão da Virgem; inferiormente, silhar de azulejos de padrão (o que parece uma variante do padrão P-17-00604) ocupando c. de ¼ de altura da parede; sobre este painel de azulejos figurativos, azuis e brancos, dispostos em três composições individualizadas: ao centro, sob os vitrais, painel retangular com motivo central de gavetas justapostas e cercadura de acantos e junto ao retábulo-mor, painel vertical com os símbolos da Paíxão; junto ao arco toral, do lado do Evangelho, a Crucificação e, do lado da Epístola, numa única cena, Cristo no Horto e Cristo a caminho do Calvário; junto ao arco toral, as cenas são separadas por composição de anjo atlante suportando capitel e puto atlante; cercaduras idênticas às do 1.º tramo. Retábulo-mor embebendo parcialmente as nervuras da abóbada e os arcos formeiros; apresenta de eixo único e planta côncava, apresentando banco, corpo e ático em talha dourada e sotobanco *4 e mesa de altar *4 destacada, revestidos por embrechados de mármore, de fundo negro e motivo de cartelas e elementos vegetalistas, a branco com apontamentos ocre e vermelho, e molduras de mármore rosa; corpo com dupla arquivolta sobre colunas assentes em consolas, com fuste torso decorado de pâmpanos e nicho central, pouco profundo, abrigando imagem do titular; no sotobanco, sacrário integrado; no ático arquivoltas decoradas de pâmpanos e querubins, com chave destacada, decorada por elementos vegetalistas e querubim, e pequeno dossel retangular supra; as enjuntas são decoradas por enrolamentos de acantos; acesso por supedâneo de dois degraus. Sacristia do lado do Evangelho com cobertura em abóbada de canhão arrancando de sanca envolvente; na parede SE. lavabo de mármore *2, com espaldar em vieira, duas bicas saindo de mascarões lavrados e taça retangular, pouco profunda. Sacristia do lado da Epístola (antigo Capítulo) com, na parede SE., lavabo de mármore cinzento, com espaldar de volutas e remate em cruz, bacia galbada e bica em torneira saindo de losango relevado; na parede oposta arcaz de madeira escura.
Materiais
Alvenaria e argamasas hidráulica e ordinária, cimento armado, calcário de São Brissos; telha de canudo; pavimentos de soalho, mármore, lajedo de cantaria e mosaico hidráulico; madeira de casquinha e madeira exótica no guarda-vento, coro, cadeiral e bancadas; mármore, azulejo, vitrais, talha dourada e policroma
Observações
*1 - Gonçalves Serpa refere que durante as obras de remodelação da Sé, na década de 30 do Séc. 20 vieram do convento das Mónicas (v. IPA.00005071) 11 mil azulejos com cenas da vida de Cristo e Nossa Senhora (SERPA, 1958, p. 334); o processo de obras refere a colocação, em 1935, de 12 mil azulejos vindos de Lisboa sem especificar a sua proveniência; *2 - proveniente do Convento de Arroios (v. IPA.00003187); *3 - Luís Gonzaga Pereira refere que estas estátuas e as suas congéneres, figurando São Luís de Gonzaga e Santo Estanislau Kostka, que se encontravam então nos ângulos da nave da Igreja do Convento de Arroios (v. IPA.00003187), são de madeira a imitar pedra (in Monumentos Sacros de Lisboa em 1833. Lisboa: Oficinas Gráficas da Biblioteca Nacional, 1927); *4 - proveniente do Convento das Mónicas (v. IPA.00005071); *5 - ocupa o 1.º tramo do antigo cartório e ex-batistério; *6 - provenientes do Convento da congregação de São Vicente de Paulo (v. IPA.00007793); *7 - Pax Augusta: designação romana de Beja ao tempo do imperador Augusto, anteriormente Pax Júlia; *8 - alguns historiadores identificam este Domiciano como bispo de Asturica Augusta (Astorga); *9 - autores defendem que a sede pacense foi ocupada, no intervalo de tempo entre os bispados de Apríngio e Palmácio, por São Urso, do qual existia na Igreja de Santo Amaro antes da sua profanação em 1910, um quadro com a sua éfige (BOAVIDA, 1880); *10 - autores há que rejeitam Isidoro como Bispo de Beja, colocando-o em Toledo ou Córdova; *11 - O padre Luiz Cardoso refere a data de 1602 (1751, p. 129) e Silvestre Ribeiro indica 1600 ou 1601 (RIBEIRO, 1986, p. 16); *12 - o padre Luiz Cardoso refere que a fundação do Colégio de São Sisenando, na Rua Cega, teve lugar em 1670 (CARDOSO, 1751, p. 127); *13 - referidas na correspondência de Frei Manuel do Cenáculo com Frei António Vicente Salgado, depositada na Biblioteca da Academia das Ciências (cód. 135v, 539v, 813v) e publicada por Francisco Vaz (2009); *14 - Gonçalves Serpa afirma que, encontrando-se as obras de restauro já terminadas, a inauguração teve lugar em 1934, com cortejo eucarístico conduzindo o Santíssimo Sacramento da Igreja de Santa Maria para a Sé (no dia 02 de junho), sendo a 06 de junho celebrado Solene Pontifical pelo Cardeal Patriarca de Lisboa que chegara a Beja na véspera (SERPA, 1984, pp. 12,14 e 20); deve tratar-se de um erro tipográfico (ainda que repetido 3 vezes).