Arquitectura de comunicações e transportes, românica. Ponte de arco assente em dois arcos desiguais e de perfil irregular. Actualmente o contraforte não tem função estrutural, visto apenas se encostar às paredes da ponte. A sua excelente adaptação ao terreno conferiu-lhe um perfil pouco frequente, uma vez que do lado N. a rampa do cavalete é muito acentuado, enquanto que a do S. ao se adaptar ao terreno de um nível mais elevado, mais parece uma plataforma direita. Não é muito frequente as pontes assentarem apenas em 2 arcos.
Precedida por rampas de acesso de ambos os lados, mas com inclinações diferentes, tem tabuleiro em cavalete assente em 2 arcos: um a pleno centro e outro quebrado, de tamanho desigual, e com um talhamar prismático central, a montante. Parapeito de cantaria aparelhada e pavimento de grandes lajes irregulares directamente assente sobre o fecho dos arcos. Félix Alves Pereira diz ter 57 m. de comprimento, 8.50 m. de altura e c. 4.20 m. de largura. No topo S., ergue-se alminha com imagem de Santa Luzia pintada.
Materiais
Granito.
Observações
Segundo tradição local, os pedreiros seus construtores fizeram o voto de construirem uma capela nas proximidades da ponte, dedicada a S. Bento e a S. Lúzia, se conseguissem fechar os arcos com sucesso. Diz-se que sobranceira à ponte, na margem esquerda, houve uma capela que caiu em ruína, ali restando actualmente apenas uma alminha com a imagem de Stª Lúzia pintada. A ponte de Vilela é considerada por Carlos Alberto Ferreira de Almeida possivelmente da 1ª metade do séc. 13 tendo arco reconstruído e adaptado a quebrado, nos fins da Idade Média. Segundo Félix Alves Pereira, as siglas dos 2 arcos denotam um certo arcaísmo paleográfico, uma vez que predominam as letras romanas mais ou menos degeneradas, quando na epigrafia já se usava a letra alemã.