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Quartel do Casarão

Quartel do Casarão

O ponto de interesse Quartel do Casarão encontra-se localizado na freguesia de Caia no municipio de Elvas e no distrito de Portalegre.

Quartel de cavalaria construído na 2.ª metade do séc. 18, sobre as estruturas de um quartel anterior e mais pequeno, com projeto do engenheiro Valleré, responsável pelas alterações ao plano inicial do Forte da Graça, constituindo o quartel edificado de raiz em Elvas de linguagem mais erudita e com maior riqueza decorativa. É formado pelo edifício das casernas e o das cavalariças e palheiros desenvolvidos em posição confrontante, separados por ampla parada, e não sobrepostos, como é mais comum e sugerido por Luís Serrão Pimentel, no seu "Método Lusitano". O edifício do quartel, propriamente dito, adossa-se à escarpa interior, situação considerada menos conveniente por os tornar doentios e húmidos e por impedir a livre subida por toda a parte aos terraplenos. Apresenta planta poligonal, adaptada ao perfil regular da fortificação, composta por duas alas retangulares alongadas, formadas por módulos de compartimentos retangulares, interiormente cobertos por abóbada de berço, à prova, truncadas por corpo central, trapezoidal, destinado ao corpo da guarda e aos oficiais. Possui fachada principal muito comprida, em talude, de um piso, terminado em cornija e platibanda plena, e marcada pelo ritmo sequencial dos portais, de verga reta, com moldura ornamentada com falso fecho e pináculo tipo bola, encimados por apainelados, com ligeiro recorte e prolongados até ao remate, pintados em cores diferentes. Este ritmo é apenas interrompido, no corpo central, de tratamento mais cuidado, e nas alas laterais, onde, entre 1946 e 1950, se abriram dois túneis para o fosso, alargando as antigas poternas integradas nas casernas. Na ala sul, o compartimento contíguo à poterna conserva o seu primitivo prolongamento, com compartimentos complementares e canhoneira para defesa da mesma. O corpo central possui arcada avançada, de cinco arcos de volta perfeita, sobre pilares, com fecho igual ao dos portais, encimados por almofadados, o central sobreposto pelas armas de Portugal entre panóplias, flanqueado pelas escadas de acesso ao terrapleno e ao cavaleiro do baluarte. No enfiamento dos arcos, abrem-se portais e janelas do corpo da guarda, de igual modinatura. As casernas possuem acesso individualizado, mas comunicam entre si, por vãos dispostos nos extremos das paredes laterais, criando eixos transversais à frontaria, tendo no topo lareira, evidenciada exteriormente pela chaminé colocada no alinhamento posterior do compartimento, e várias cantareiras em arco. Nos extremos de cada uma das alas laterais existiam paióis, com sala de receção, acedidos pelos compartimentos contíguos, que funcionavam como paióis de bateria, tendo, no entanto, sido posteriormente transformados em arrecadações, devido à humidade danificar a pólvora. Em frente das casernas, desenvolviam-se as cavalariças, de planta em L invertida e irregular, por parte deles se adossar, de ambos os lados, à muralha Fernandina, compostas por amplos compartimentos retangulares, quatro dos quais são mais antigos e já representadas em 1757, interiormente abobadados, e com manjedouras de cantaria nas duas faces compridas, intercalados por compartimentos mais pequenos, que serviam de palheiros. Têm a fachada principal de um piso, com cunhais de cantaria e remate em friso e cornija pintada, rasgada regularmente por vãos de arco abatido, com moldura terminada em cornija, as janelas inicialmente jacentes, mas algumas delas transformadas em peitoril. A ala das cavalariças mais a norte apresenta um esquema semelhante à fachada dos quartéis, resultante de uma possível construção posterior ou reforma a outras funções. A atual Porta de Badajoz, virada a poente e interrompendo a ala norte das cavalariças, é contemporânea do quartel, tendo arco de volta perfeita entre pilastras em silharia fendida, firmadas por armaduras metálicas e espaldar curvo central. A fonte de São José, em frente da zona central dos quartéis, do tipo misto, tem linguagem barroca e segue um esquema menos frequente, apresentando algumas afinidades à Fonte da Carranca, em Queluz, mais tardia (v. IPA.00025453). É composta por tanque retangular, no centro do qual se ergue um falso espaldar vazado, formado de volutas e enrolamentos, escalonados, rematado em frontão triangular com fogaréu, e tendo entre as volutas três bicas, as laterais inseridas em carrancas, distintas por face.

Complexo formado por vários edifícios de desenvolvimento retangular construídos em posição confrontante e separados por larga e comprida parada, com portões de acesso a sul, a norte e a poente. EDIFICIO DOS QUARTÉIS: planta poligonal composta por duas longas alas retangulares truncadas por corpo central trapezoidal, adaptados ao perfil da praça. Volumes articulados, com coberturas planas, revestidas a placas cerâmicas, a da ala norte e zona central betumada, possuindo junto ao parapeito das fachadas principais bancos de pedra e, no limite posterior, separado do terrapleno, platibanda plena integrando, em ritmo regular, chaminés quadrangulares com cobertura piramidal. Fachadas rebocadas e pintadas de amarelo, com faixa vermelha. A fachada principal surge virada a poente, em talude e com um piso, rematado em cornija, pintada de branco, ritmada regularmente por gárgulas de cantaria, para escoamento de águas da cobertura, e platibanda plena. As alas laterais são rasgadas regularmente por vãos de verga reta, com moldura em cantaria de falso fecho com pináculo tipo bola, encimado por apainelado relevado, pintado de vermelho, e moldura com falsos brincos retos, pintada de branco, prolongando-se superiormente pela platibanda do remate. Cada apainelado contém lápide inscrita com nome de locais onde o regimento se distinguiu. O vão dos topos exteriores de cada uma das alas possui, entre o pináculo e o apainelado superior, vão retangular, igualmente moldurado e com falso fecho e pináculo em bola. O esquema da fachada das alas laterais é interrompido no sexto compartimento da ala norte, a contar do baluarte da Porta Velha, e no segundo da ala sul, a contar do baluarte do Casarão, na zona das antigas poternas, onde se abre túnel de ligação ao fosso, com amplo arco de volta perfeita, de fecho semelhante ao dos portais, encimado por almofada côncava, pintada de branco, tendo na face interna portão de ferro. O corpo central do quartel, na gola do baluarte do Casarão, desenvolve-se em arcada avançada, ladeada por escadas de lanços convergentes, de acesso à cobertura e ao cavaleiro do baluarte, rematando em platibanda plena, capeada a cantaria, a qual se prolongada na guarda plena da escada. A arcada é formada por cinco arcos de volta perfeita, com chave relevada e pináculo tipo bola, sobre pilares, encimados por vários almofadados relevados, pintados de vermelho; nos três centrais existem lápides inscritas, e o do centro é sobreposto por brasão com as armas de Portugal, ladeado de panóplias militares. Os panos das escadas são pintados de vermelho com frisos e molduras a amarelo. Sob a arcada, com pavimento de cantaria e cobertura em abóbada de aresta, abrem-se três portais e duas janelas de peitoril, de verga reta e moldurados, com falso fecho e pináculo tipo bola; de ângulo, abre-se ainda uma outra porta semelhante e uma simples. Os pilares que flanqueiam o portal central são sobrepostos por lápides com as insígnias do Batalhão de Caçadores n.º 8. A fachada lateral da ala norte é rasgada por porta de verga reta, atualmente entaipada, junto ao cunhal, em cantaria. INTERIOR com as paredes rebocadas e pintadas de branco, vãos com molduras em tijolo de burro, pavimento cerâmico e cobertura em abóbada de berço, à prova. As alas laterais possuem módulos de 24 (ala norte) e 22 (ala sul) casernas retangulares, desenvolvidas em eixo relativamente à fachada principal, acedidas diretamente pelos portais e comunicando entre si por dois vãos em arco, rasgados nos extremos, criando eixos transversais. No topo de cada caserna existe ampla lareira, de arco abatido, ladeado por duas cantareiras, em arco; sobre o vão da lareira existe olho de boi. Na parede lateral esquerda rasgam-se duas cantareiras, enquanto na direita apenas uma ao centro, todas elas com o interior rebocado e pintado de branco, cobertura curva e base revestida a placas cerâmicas. Nos extremos de cada ala existiam ainda paióis, acedidos diretamente pelo compartimento lateral ou pelo corpo central, onde ficava o corpo da guarda e compartimentos dos oficiais. Uma das casernas da ala sul revela a sua adaptação posterior a instalações sanitárias, conservando esse equipamento. Possui as paredes com alto silhar de azulejos brancos, pavimento cerâmico mais recente, cobertura plana em pladur, e lavatórios corridos de mármore, marcando a zona para o sabão, disposta na parede esquerda, em frente dos sanitários. Uma outra caserna, onde funcionava o balneário, tem lavatórios corridos de ambos os lados, atualmente transformados em expositores envidraçados. O primeiro compartimento da ala sul, a contar do baluarte do Casarão, devido às obras, conserva a estrutura aparente; tem o mesmo esquema de vãos, com uma chaminé no topo, mas descentrada, ladeada, à esquerda, por largo vão de comunicação com os compartimentos sequenciais, um em eixo, com arcos de volta perfeita nos topos, e um lateral quadrangular, onde se rasga canhoneira para bater a antiga poterna. EDIFÍCIOS DAS CAVALARIÇAS: de planta em L invertida e irregular, composta por vários edifícios, de planta retangular e cobertura em telhado de duas ou quatro águas, rematadas em beirada simples. Apresentam fachadas de um piso, a principal rebocada e pintada de amarelo e faixa vermelha, com cunhais de cantaria, e remate em friso e cornija, pintada de branco. O edifício maior, desenvolvido a nascente do troço da muralha Fernandina, tem a fachada principal virada a sudeste, rasgada regularmente por vãos de arco abatido, correspondendo a janelas jacentes ou transformadas em peitoril (na metade do topo direito) e a portais, cuja moldura termina em cornija. No topo nordeste possui painel de azulejos policromos, com representação de Mouzinho de Albuquerque. A fachada lateral esquerda, disposta de ângulo, é rasgada por duas janelas jacentes sobrepostas, a superior com moldura pintada de branco, e porta de verga reta, sem moldura, de acesso às bilheteiras do museu. Perpendicularmente dispõem-se dois outros edifícios, desiguais, com fachada principal virada a nordeste, interligados pela Porta de Badajoz. O primeiro é rasgado por três amplos portais e duas janelas de peitoril laterais, em arco contracurvo e moldura terminada em cornija. O segundo edifício, ligeiramente mais baixo, é rasgado por dezasseis portais, de verga reta, com falso fecho e pináculo tipo bola, encimado por apainelado relevado, pintado de vermelho contendo, alternadamente, lápides inscritas, e moldura com falsos brincos retos, pintada de branco, prolongando-se superiormente até ao remate, num esquema semelhante ao dos quartéis. A Porta de Badajoz, virada a poente, possui vão em arco de volta perfeita, de fecho saliente, entre duplas pilastras em silharia fendida, firmadas por armadura metálica, viradas à rua pública, sobre plintos e espaldar curvo central; alberga portão de ferro, com bandeira de motivos volutados. No topo norte, junto a outro portão de ferro, ergue-se TORRE de planta quadrangular, com cobertura em terraço, e fachadas terminadas em platibanda plena, rematada em cornija. É rasgada por portal de verga abatida, com falso fecho e pináculo tipo bola, envolvida por moldura formando aletas superiores. É encimado por instrumento relevado relativo ao Regimento de Infantaria e vão retilíneo com empena angular. Junto à torre ergue-se um outro edifício, num plano rebaixado, de planta retangular irregular, com cobertura em terraço, fachadas de um piso, terminadas em platibanda plena e rasgadas por vãos retilíneos. FONTE DE SÃO JOSÉ composta por tanque, de planta retangular, de bordo plano, seccionado a meio por soco, sobre o qual evolui espaldar vazado. Este é formado por três amplas volutas e enrolamentos, escalonados, formando dois registos, lateralmente almofadados, rematado em frontão triangular, coroado por fogaréu. Em ambas as faces possui três bicas entre as volutas, as duas laterais inseridas em carrancas, distintas entre as faces.

Materiais

Estrutura em alvenaria de pedra e tijolo e cal; placas em betão; molduras dos vãos exteriores e pináculos de cantaria; portas de madeira; vidros simples e espelhados; grades e gatos em ferro; lápides, brasão e fonte em mármore; molduras dos vãos no interior em tijolo de burro; pavimento cerâmico; silhar de azulejos brancos; painéis de azulejos policromos; cobertura interior em pladur; lavatórios de mármore; cobertura em placas cerâmicas. Os edifícios modernos dos parques têm pavimentos, sapatas e pilares de travamento em betão, paredes em alvenaria hidráulica, em tijolo, cobertura chapa ondulado de lusalite sobre armação de madeira e ferro, caixilharia de casquinha e portas em chapa de ferro ondulada, pavimento em cubos de granito com argamassa de cimento.

Observações

*1 - A sua denominação advém do nome de um edifício de grandes dimensões que Cosmander (1602-1648) ali mandara demolir. *2 - Segundo o pároco das Memórias Paroquiais da freguesia de São Pedro, de 1758, no local havia "hum pedaço de muro antigo muito alto, que hoje serve de Varandas aos Religiozos Dominicos, e no fim está huma torre Com Ameyas, e he depanultima fortificação, e no bacho deste muro estam Sinco Cavallarices de Abobeda para as Tropas dele Rey nosso Snr. Fora destas Cavalharicas estam mais três; hua que era antigamente a porta de São Vicente esta he de abobeda, e mais duas Cavalharicas de telhados; e junto a esta Cavalharice que era oarta está hum grande Cazaram de abobeda, que nesta ultima guerra sérvio de Almazem de pólvora, e Cavalherice de Cavalhos, e antigamente era Corpo de guarda" (Memórias Paroquiais de São Pedro, p. 194-195). No baluarte do Casarão, havia "no meio huma casa de abobeda que Serve de Corpo de guarda, e antigamente era Sede dos Artilheyros" (idem, p. 195). *3 - Esta planta e alçados revela grande importância para o conhecimento dos Quartéis do Casarão em finais do séc. 18, antes de se iniciarem as transformações inerentes à evolução das instalações. Assim, o edifício dos quartéis, cuja estrutura subsiste, era composto por duas alas retangulares de casernas, cada uma delas tendo nos extremos um paiol, precedido por sala de receção, num total de quatro, que funcionavam como paióis de bateria. A poterna da ala a norte não é marcada, mas a da ala a sul, no segundo compartimento a contar da gola do baluarte do Casarão, é diferenciada. Aí são marcados dois compartimentos no prolongamento da caserna, um deles com canhoneira para defesa da porta, ainda hoje existentes. O corpo central, correspondente ao corpo da guarda, possuía dois compartimentos separados para os oficiais. As fachadas dos quartéis já apresentavam o esquema que possuem atualmente. A fonte de São José, erguida em frente ao corpo da guarda, possuía canalização de adução de água a partir da cozinha do Convento de São Domingos, mas o seu abastecimento ainda não havia começado, já que a legenda da planta refere "(...) de onde se hade repartir a água para a fonte". Do outro lado da parada, desenvolviam-se os edifícios das cavalariças, formando um L invertido adossado à muralha fernandina, indicando as cinco cavalariças antigas (as já existentes em 1757) e as duas novas, construídas no prolongamento das pré-existentes a sudeste da muralha. As cavalariças tinham fachadas de um piso, rasgadas por vãos abatidos e interiormente os compartimentos, cobertos por abóbadas de berço e com manjedouras de ambos os lados, eram intercalados por pequenos espaços correspondentes a palheiros. No local onde já surgia marcada a Porta de Badajoz em 1757, fez-se um novo portal. Junto às cavalariças a sul, abria-se a porta do carro do convento, que ainda hoje existe sob a muralha. *4 - Uma das condições de cedência é não prejudicar em nada o terreno da obra coroa, de modo a que essa pudesse continuar a ser arrendada para pastagens e aproveitada para ali se ministrar instrução aos pelotões de Sapadores, continuando o Ministério da Guerra a utilizar a cavalariça-lazareto, situada ao fundo da obra coroa. O grupo concessionário desejava efetuar na cavalariça, à entrada da obra coroa, a construção de uma divisória, abertura de uma janela e de uma porta, colocação de uns varões de ferro, abertura de um pequeno cano para o condutor das caixas de pombos, etc., obras que seriam feitas de acordo com o arrematante das pastagens, a fim de evitar reclamações. *5 - O Prédio Militar 79/Elvas - Quartel do Casarão compreende os três baluartes da face oriental da fortificação e inclui o antigo PM 88, ou seja, a obra coroa; tem a área coberta a nível do r/c de 11.641,93m2, ao nível de outros pisos 177.00m2 e a área dos terrenos é de 123,044m2. Todo o edifício está ocupado pelo Regimento de Lanceiros n.º 1, sendo utilizado como aquartelamento e é constituído pelo antigo grupo de casernas e cavalariças da fortificação, nesta data completado com alguns edifícios construídos expressamente para parque de viaturas, oficina mecânica e estação de serviço; a edificação antiga é de sólida alvenaria de pedra e tijolo e cal coberta a telha e por terraços e compreende essencialmente, um corpo central (comando e secretarias) e duas alas de casernas, arrecadações e quarto de escrituração, etc. Paralelamente àquelas alas, dispõem-se outras duas alas de cavalariças, refeitório e arrecadações gerais. Em pavilhões isolados existem o picadeiro, retretes e cocheiras; as edificações novas são implantadas fora da cintura de muralhas, nos fossos de circunvalação, e são construídas de alvenaria de cimento cobertos a lusalite e por terraços; os fossos das esplanadas do baluarte e os mais terrenos não cobertos são utilizados como campo de instrução, paradas, serventias, sendo cultivada uma pequena parte. *6 - No Tombo o Quartel é descrito como disposto ao longo das cortinas que ligam o baluarte do Casarão ao de São Domingos e da Porta Velha, sendo composto de: 1) dois corpos de edifícios onde estão as cavalariças; 2) uma ala de casas térreas; 3) várias construções térreas em parte da antiga cerca de artilharia; 4) paiol da porta velha na gola do baluarte; 5) casamatas sobre o baluarte do Casarão e cortinas; 6) uma parada interior (antiga Rua de São José); e 7) campo de obstáculos. A área coberta é de 6.214m2, a parada interior, campo de obstáculos e fossos têm a área 30.000m2. Confronta a norte com prédios particulares, Largo Ferreirinho e baluarte da Porta Velha, a sul com muralha da fortificação, a nascente com as mesmas muralhas, poente com prédios particulares e quartel de São Domingos (PM 78). É ocupado pelo Regimento Cavalaria n.º 1. *7 - O Museu ocupa cerca de ¼ da cintura da fortificação moderna de Elvas, o antigo quartel do Casarão e a zona conventual do Convento de São Domingos e respetiva cerca, com a área total 144.000,00m2, correspondendo 13.904,80m2 à implantação dos edifícios. O núcleo museológico do Museu abarca as seguintes áreas temáticas: hipomóveis e arreios militares do Exército, história do serviço de saúde do Exército, armamento pesado, viaturas militares, história das comunicações do exército, centro Interpretativo do Património de Elvas. *8- Um relatório do Comando do Regimento de Lanceiros n.º 1, datado de outubro de 1971, refere que o aquartelamento, apesar de antigo e adaptado de uma fortaleza, é operacional e harmonioso; porém a sua antiguidade e o facto de depender da Direção de Serviços dos Monumentos Nacionais cria problemas extremamente morosos para a sua conservação. Nesta data os telhados de telha vã antiga, o pavimento em tijoleira, que são ao mesmo tempo coberturas de outras dependências, pelo poroso da sua constituição, dão lugar a infiltrações que ocasionam danos constantes nos interiores das casernas, quartos, escrituração, arrecadação, etc. Alguns destes telhados encontram-se já em vias de reparação.