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Fonte do Piolho

Fonte do Piolho

O ponto de interesse Fonte do Piolho encontra-se localizado na freguesia de União das freguesias de Arcos de Valdevez (Salvador) no municipio de Arcos de Valdevez e no distrito de Viana do Castelo.

Arquitectura infraestrutural, revivalista. Fonte revivalista de espaldar integrando painel de azulejos como espelho central.

Fonte de espaldar erguendo-se no extremo N. de um espaço de contorno quadrangular e lajeado a um nível inferior ao piso de circulação. Três degraus vencem o desnível a S.. O espaldar é enquadrado de cada um dos lados por pilastra simples, encimado por pequeno frontão triangular e rematado por cornija. Sobre a cornija assenta cruz latina central sobre peanha ornada de tímidas volutas e dois pináculos laterais que encimam as pilastras. Ao centro do espaldar foi colocado painel de azulejos a azul e branco, representando putti em ambiente campestre, orlado com cercadura de motivo floral dominante. No canto inferior esquerdo lê-se: "A Murtinho *1 / F. do Carvalhinho / Gaia". No murete que prolonga o espaldar para ambos os lados, E. e O., foram colocados dois painéis de azulejo também a azul e branco que flanqueiam o espaldar, orlados por cercadura idêntica, cada um dos quais contém duas quadras *2. Esse mesmo muro alberga dois bancos graníticos enquadrando a fonte. A água jorra de duas bicas sob o painel de azulejos e é recolhida num pequeno tanque que pouco emerge do nível do pavimento. O aparelho é em silhares de granito e as juntas foram consolidadas com cimento.

Materiais

Granito, azulejo, ferro, cimento.

Observações

*1 - ou H. Murtinho. *2 - painel à esquerda: "Sou pobrezinha? Que importa!/ Um pobre também consola! Ninguém bate à minha porta/ que não receba uma esmola!" "A minha humildade calma/ Um bem infinito encerra!/ Tenho voz e tenho alma/ E sou o sangue da terra". No canto inferior direito: "A.R."; painel à direita: "Rasteirinha e diligente,/ A fonte de água, a correr,/ Diz baixinho a tôda a gente/ Se tens sêde, vem beber". "Nem sempre é crime matar/ !Até, às vezes, é graça!/ Eu, por exemplo, a cantar,/ Mato a sêde de quem passa...". No canto superior direito: "V[irgílio] A[maral]; canto inferior direito: "H.C.". *3 - 1840: início provável da actividade da fábrica do Carvalhinho; finais do séc. 19, inícios do séc. 20: período de mais intensa actividade; encerra em 1970.