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Sítio Arqueológico Romano do Cerrado do Castelo

Sítio Arqueológico Romano do Cerrado do Castelo

O ponto de interesse Sítio Arqueológico Romano do Cerrado do Castelo encontra-se localizado na freguesia de União das freguesias de Grândola e Santa Margarida da Serra no municipio de Grândola e no distrito de Setúbal.

Termas romanas. As termas devem ter sido abandonadas antes da exploração agrícola e, por isso, embora a residência tenha sido abandonada pelo proprietário, continuou a ser trabalhada pelos servidores. A proximidade da ribeira de Grândola, assim como a existência de uma barragem romana situada sensivelmente, a 2 km a S., a uma cota mais elevada, proporcionava uma fácil irrigação dos terrenos de cultivo e facilitava o abastecimento de águas às termas romanas; a existência neste local das termas pode indiciar a existência de um pequeno povoado, possivelmente integrado no conjunto de uma villa, que ficaria entre duas importantes cidades: Salacia (Alcácer do Sal) e Miróbriga (Santiago do Cacém); o mesmo poderia servir como estação de muda e local de descanso (FERREIRA, 1991) *3.

No primeiro núcleo foi descoberto, do período romano, um conjunto de estruturas, possivelmente antigas termas formando compartimentos entre si, com muros pavimentados em opus signium, formadas por 4 pequenos tanques, uma piscina e duas salas. Sob a piscina, descobriram-se dois fornos circulares para o fabrico de imbrices (telhas de canudo), tendo sido utilizados na sua construção lateres tubulares *1. Num terreno contíguo, apareceu uma sepultura de inumação, formada por lateres, donde foi exumado um colar de ouro, engastado, moedas de bronze de Augusto, de Alexandre Severo, de Constantino e uma de Emérita *2.

Materiais

Cantaria, xisto, opus signium (nos muros), argila

Observações

*1 - A construção dos fornos circulares deverá ter-se verificado numa época de abandono do local; possivelmente, pertenciam a um hipocaustum tendo sido posteriormente reaproveitados; a sua cobertura era abobadada e formada por uma fina camada de argamassa, a qual assentava igualmente numa espessa camada de argila (FERREIRA, 1991). *2 - a sepultura encontra-se na posse do proprietário e o colar no Museu Nacional de Arqueologia e Etnografia de Lisboa. *3 - A falta de níveis arqueológicos bem conservados, a quase inexistência de espólio datável e a sua localização no recinto de uma escola, dificultam uma interpretação mais cabal da estação.