Balneário romano repetindo a planimetria, canalização e técnica de construção de outros balneários provinciais, como o de São Vicente do Pinheiro da Vandôma, em Entre-Rios (Pereira, 358). Nas proximidades existe uma necrópole de cistas, de origem eneolítica.
Balneário - distribuído por 2 pisos distintos, aproveitando o declive do terreno - distingue-se o "atrium", ladeado pelo "apodytherium" e pelo "frigidarium"; o "tepidarium", rematado nos topos por compartimentos absidais, o "caldarium", um deles com vestígios de "hypocaustum"; subsiste ainda parte da canalização que trazia a água da vizinha ribeira de Eiras. Estão visíveis parte dos sólidos muros, com 0,40 m. de espessura média, com roda-pé em meia-cana; em "opus testaceum", por vezes revestido a tijolo; pavimentos em "opus signinum" e em ladrilho.
Materiais
Pedra (xisto, quartzite, granito); cimento; argamassa; tijolo, ladrilho.
Observações
Foram encontrados fragmentos cerâmicos ("imbrices", "tegullae"), em vidro e objectos de metal (fíbula, enxada), além de moedas romanas do Baixo Império (sécs. 03 / 04).