Arquitetura religiosa, do séc. 20. Império de planta retangular, interiormente de espaço único, construído sobre soco e tendo despensa adossada posteriormente. Apresenta a fachada principal rematada em frontão triangular sobre platibanda plena, sobreposto por coroa do Espírito Santo, estruturada e seccionada por três eixos de vãos, correspondendo a porta entre janelas, tendo estas guarda de peito em ferro e, inferiormente, pano de peito almofadado, sendo os elementos estruturais e decorativos sublinhados por policromia azul, vermelho e amarelo, de sabor popular. o soco é ornado de almofadas retangulares bastante relevadas e o corpo do império tem pilastras caneladas assentes em plintos com losangos e vãos em arco trilobado, com molduras de diferentes cores, intercalados superiormente por falsos plintos que se prolongam para a platibanda, seccionado as fachadas. No tímpano possui cartela com a data da construção e florões relevados. As fachadas laterais, igualmente terminadas em platibanda plena, são estruturadas por vãos semelhantes, mas em número de dois. O império da Serra destaca-se por possuir mais uma coroa, única na Terceira, denominada "Coroa da Alegria" *1. O edifício da despensa tem planta retangular e fachadas evoluindo em dois pisos, rasgados por porta e janelas de peitoril.
Império de planta retangular simples, tendo adossado posteriormente despensa também retangular, de volumes articulados e coberturas diferenciadas em telhados de duas águas. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, com soco ou faixa a preto e cunhais, frisos, cornijas, molduras dos vãos e elementos decorativos pintados de azul e, no império, também de amarelo e vermelho. Império com fachadas desenvolvidas sobre soco, decorado por almofadas retangulares bastante salientes e de ângulos boleados, e, sobre o soco, com cunhais de pilastras caneladas, assentes em plintos paralelepipédicos, ornados de losangos, e terminadas em platibanda plena, definidas por cornijas, duplas inferiormente, pintadas a vermelho e amarelo e seccionada por falsos plintos almofadados. A fachada principal, virada a SE., tem os cunhais coroados por vasos e termina em frontão recortado sobre a platibanda, rematado em cornija, sobreposta por coroa do Espírito Santo; o tímpano é ornado por cartela oval inscrita, inferiormente com acantos, e três florões relevados. É rasgada por três vãos em arco trilobado, com molduras percorridas por frisos, pintados a vermelho, azul e amarelo, assentes em pilastras com chanfros, correspondendo a porta entre duas janelas de peitoril, todos com bandeiras seccionadas; as janelas têm guarda de peito em ferro fundido, ornada com motivos vegetalistas, pintada de cinzento, e, sob cornija, existem panos de peito com almofadas retangulares relevadas, pintadas de vermelho e amarelo. Entre os vãos existem falsos plintos, dispostos no enfiamento dos da platibanda. Fachada lateral direita semelhante, com pilastras nos cunhais, e estruturadas e rasgadas por duas janelas semelhantes às da frontaria, em arco trilobado, com molduras percorridos por frisos pintados de vermelho, azul e amarelo, e com guarda de peito em ferro. A despensa adossada posteriormente tem a fachada principal virada a NE., terminada em cornija e beirada simples; desenvolve-se em dois pisos, rasgada no primeiro por porta e no segundo por duas janelas de peitoril, todos retilíneos e com molduras recortadas no topo e formando falsos brincos retos, pintadas de azul.
Materiais
Estrutura rebocada e pintada; portas e caixilharia de madeira; vidros simples; guardas em ferro; cobertura de telha.
Observações
EM ESTUDO. *1 - Segundo a lenda, o nome desta coroa provém do contentamento do povo ao ver que as lavas, provenientes da erupção do vulcão do Algar do Carvão, se desviavam para o mar no sítio da Serretinha, freguesia da Feteira, onde o povo acorreu em prece com a referida coroa do Espírito Santo e o bastão.