Relevo: O limite da Sub-unidade está definido de acordo com o relevo (entre outras características), variando a altitude entre os 0m, correspondendo ao rio Tejo e os 219m em Monte Gordo, Vila Franca de Xira. O limite N. coincide com a confluência do rio Barradinha com o rio Tejo, em Alenquer, variando a altitude entre os 20m e os 40m; a O., o limite coincide com a linha de festo entre Alenquer e Loures, que se desenvolve na direcção NE./SO., paralelamente à margem do rio Tejo; a S. a Sub-unidade é delimitada pelo rio Trancão com altitude entre os 0m e os 120m. A E. o limite natural é o rio Tejo. Declives: Na Sub-unidade dominam os declives entre 0 e 3 graus, correspondendo à zona delimitada pelo rio Tejo e seus afluentes a N. e a S.. Na zona de encosta verificam-se declives entre os 3 e os 6 graus, e pontualmente atingem os 28 graus em Vila Franca de Xira, na envolvente a Monte Gordo. Exposição de vertentes: A exposição de vertentes assume pouca relevância em praticamente toda a Sub-unidade. Na zona de vertente a exposição é maioritariamente a SE.. Geologia/Litologia: As formações mais antigas presentes na SUP são formações sedimentares do Jurássico, compostas por conglomerados, arenitos, calcários, calcários dolomíticos, calcários margosos, e margas, situados ao longo de uma faixa NO. na parte N. da SUP, ocupando áreas a NO. da freguesia do Sobralinho, a SE. da freguesia de S. João dos Montes, e extremo O. da freguesia de Vila Franca de Xira. Ocorrem formações sedimentares do Paleogénico em pequenas áreas situadas na zona central da SUP (Alverca do Ribatejo, junto à A1), bem como a NO. (a S. da linha Carregado - Casais da Marmeleira), correspondentes a conglomerados, arenitos, calcários, calcários dolomíticos, calcários brancos, calcários margosos, margas e margas avermelhadas. Ocorrem também formações sedimentares do Mio-plistocénico a NO. da SUP, bem como a SO., compostas por arenitos, calcários mais ou menos margosos, areias, cascalheiras, e argilas, ocupando área desde a Foz do Trancão ao longo da A1, até Alverca do Ribatejo, e outra área na zona do Carregado. Na época glaciária, há cerca de 1,8 Ma (Plistocénico) formaram-se sedimentos compostos por areias e cascalheiras, localizadas na zona N. (área industrial a N. do Carregado) bem como numa área central da SUP (zona central de Alverca do Ribatejo). Já na época do Holocénico formam-se os aluviões que ocupam a maior parte da SUP, ao longo de toda a sua área E., desde a Foz do Trancão até à zona do Carregado. Solos: A SUP compõe-se na sua maior parte por Solonchaks Gleizados ao longo de toda a sua extensão, desde a Foz do Rio Trancão até ao Carregado. Existem duas zonas de Cambissolos Cálcicos junto à fronteira O. da SUP: uma situada no planalto que separa a Várzea de Loures do Rio Tejo, e outra na pedreira a N. do Sobralinho. Na zona do Carregado propriamente dita, existem Cambissolos Êutricos, mais especificamente de rochas sedimentares post-paleozóicas. Entre o Carregado e o Rio Tejo, a SUP compõe-se de Fluvissolos Êutricos associados a Fluvissolos Calcários. Solos: CLIMATOLOGIA: Insolação elevada em toda a extensão da SUP, com 2900 a 3000 horas anuais em practicamente toda a área, excepto no limite NO. com 2800 a 2900 horas anuais. A Radiação Solar varia entre os valores máximos de 155-160 Kcal/cm2 (entre Santa Iria de Azóia e o Rio Trancão), 150-155 Kcal/cm2 (entre Alverca do Ribatejo e Santa Iria de Azóia) e os valores mínimos de 145-150 Kcal/cm2 (desde o limite N da SUP até Alverca do Ribatejo). A temperatura média anual varia o 15 e 16.º C e amplitudes térmicas reduzidas, atenudadas pelo efeito moderador do Oceano. A Precipitação média anual é reduzida, variando entre os 500-600 mm em practicamente toda a SUP, aumentando na zona do Carregado para valores entre 600-700 mm, atingindo junto ao limite NO da SUP os valores entre 700-800 mm. Escoamento médio anual em practicante toda a unidade varia entre 100 e 150 mm, exceptuando a sua faixa NE. que varia entre 50 a 100 mm. A humidade relativa média anual (medida às 9 horas) em quase toda a SUP é de 70 a 75% e no limite NO. de 75 a 80%. A formaçao de geada é baixa em toda a SUP, variando em practicamente toda a sua extensão (desde o limite N. a Santa Iria de Azóia) entre os 20 e 30 dias. Entre Santa Iria de Azóia e o Rio Trancão varia entre os 10 e 20 dias. HIDROGRAFIA: O rio Tejo é o receptor principal da bacia hidrográfica abrangida por esta Sub-unidade. Os seus afluentes, rios Barradinha, Grande da Pipa, Silveira e Trancão e ribeiras Castanheira e Santo António, atravessam a sub-unidade escoando de NO. para SE.. CARACTERIZAÇÃO DOS FACTORES BIÓTICOS. FLORA: O habitat que se destaca nesta Sub-unidade de paisagem é o sapal, na zona de contacto com o estuário do Tejo. A vegetação de sapal constitui a flora mais característica dos estuários, suportam condições ambientais extremas: solos argilosos compactos, saturados de água com pouco oxigénio, que concentram elevados teores de sal. As espécies que adaptam a estas condições são: vegetação anual, arrelvados halófilos pioneiros dominados por Spartina maritima, prados e juncais halófilos, formações de vivazes arrosetadas de sapal externo ou salinas da Sarcocornietea, matos halonitrófilos da Pegano-Salsoletea e ainda vegetação vivaz e anual seca de sapal alto ou salinas, onde por vezes se verifica uma forte ascensão de sais por capilaridade, chegando a formar-se crostas salinas. Na parte urbana, predomina a vegetação exótica (árvores de arruamento, arbustos e estrato herbáceo ou de relvado), de espécies de aplicação comum em espaços exteriores construídos para uso lúdico. Nas áreas de abandono de uso agrícola, subsistem oliveiras, ainda com expressiva presença na paisagem, e outras árvores de fruto como figueiras, laranjeiras e limoeiros. FAUNA: O estuário do Tejo, um dos maiores da Europa, alberga regularmente, um número significativo de espécies de aves migratórias entre o Norte de Europa e África. No sapal, a matéria vegetal em decomposição e as microalgas que se desenvolvem à superfície, alimentam invertebrados e pequenos peixes. Crustáceos: Moluscos: Anfíbios: Aves: Mamiferos: Repteis: CARACTERIZAÇÃO DOS FACTORES ANTRÓPICOS. USO E OCUPAÇÃO DO SOLO: Dividiu-se a SUP em três partes. O terço S., predominantemente ocupado por tecido urbano contínuo, embora junto ao Rio Tejo a ocupação seja maioritariamente industrial. O terço central da SUP, entre Alverca do Ribatejo e Vila Franca de Xira, inclui áreas de tecido urbano contínuo (Alverca do Ribatejo, conjunto do Sobralinho e Alhandra, e Vila Franca de Xira). Junto ao Rio predomina também tecido industrial. A O. deste terço existem sistemas culturais e parcelares complexos, agriultura com espaços naturais, áreas de vegetação esclerofítica, e espaços floretais degradados. No último terço, entre o limite N. da SUP e Vila Franca de Xira, verifica-se um misto de tecido urbano e industrial ao longo da EN1, entre esta e a linha ferroviária do Norte, até Castanheira do Ribatejo. Existe outro pólo de tecido urbano e industrial na zona do Carregado. Junto ao Rio Tejo, predominam as culturas anuais de regadio e arrozais. TIPO DE POVOAMENTO: A UP caracateriza-se por um contínuo edificado entre a Foz do Trancão e Alhandra, correspondendo ao lugares da Bobadela, São João da Talha, Santa Iria de Azóia no concelho de Loures, Povoa de Santa Iria, Forte da Casa, Alverca, Sobralinho e Alhandra no concelho de Vila Franca de Xira. Esta mancha edificada compõe-se de tecido habitacional híbrido (construção em altura e moradias unifamiliares de génese ilegal) junto à A1, acompanhada por uma faixa a E. de tecido industrial, junto à linha ferroviária do Norte, embora em declínio nalguns troços. Entre Alhandra e Vila Franca de Xira existe estreita faixa construída entre a A1 e o Rio Tejo, onde se verifica uma ocupação associada à actividade industrial. No lado O. deste troço da SUP predominam terrenos em abandono agrícola. A N. de Vila Franca de Xira até ao limite da SUP, entre a linha ferroviária do Norte e o Rio Tejo existe uma vasta área de agricultura activa. Entre Vila Franca de Xira e Castanheira do Ribatejo existe ao longo da A1 uma faixa edificada de indústria e habitação. Na parte O. deste troço existe uma considerável mancha florestal. Entre Castanheira do Ribatejo e o carregado verifica-se extensa área de agrícultutra activa, correspondente ao vale do Rio Grande da Pipa. A zona do Carregado define-se pelo aglomerado antigo, uma área de expansão habitacional e vasta envolvente industrial. A N. do Carregado até ao limite da SUP, o território é ocupado por terrenos de regadio ao longo do Rio Barradinha DADOS DEMOGRÁFICOS: Os valores mais elevados de população localizam-se junto aos eixos rodoviários e ferroviários principais. Em 2001 residiam por freguesia (população residente em valores absolutos): Alverca do Ribatejo - 29086, Póvoa de Santo Iria - 24277, Vila Franca de Xira - 18442, São João da Talha - 17970, Santa Iria de Azóia - 17571, Forte da Casa - 10979, Unhos -10531, Carregado - 9076, Bobadela - 8577. Apresentavam valores inferiores a oito milhares de habitantes as freguesias de Alhandra, Castanheira do Ribatejo, São João dos Montes e Sobralinho. PATRIMÓNIO CULTURAL: Classificado como MN - Pelourinho de Vila Franca de Xira, (v.PT03114090001); classificados como IIP - Quinta do Campo, Alenquer (v. PT031101150043), Marco de Légua, Vila Franca de Xira (v.PT031114090007), Marco da IV Légua, Vila Franca de Xira (v. PT031114020006), Marco da V Légua, Vila Franca de Xira (v. PT031114090054), Marco da VI Légua, Vila Franca de Xira (v. PT031114050008), Igreja Matriz de Santa Iria de Azóia, Loures (v. PT031107130042), Pelourinho de Alverca do Ribatejo, Vila Franca de Xira (v. PT0031114020003), Pelourinho de Alhandra, Vila Franca de Xira (v. PT031114010002), Pelourinho de Povos, Vila Franca de Xira (v. PT031114090004), Palácio e Quinta de Valflores, Loures (v. PT 0311007130016), Quinta e Palácio de Nossa Senhora da Piedade, Vila Franca de Xira (v. PT031114060011), Dois obeliscos ladeando a EN12-1.ª (actual EN 10), km 13,895 / marco do termo de Lisboa (v. PT031114110005), Castelo de Pirescoxe (ruínas) / Quinta do Castelo, Loures (v. PT031107130011), Igreja Matriz de Castanheira do Ribatejo / Igreja de São Bartolomeu, Vila Franca de Xira (v. PT031114050009), Igreja de São João Baptista, São João da Talha, Loures (v. PT031107150017), classificado como VC - Igreja do Mártir São Sebastião, Vila Franca de Xira (v. PT031114090014). ORGANIZAÇÃO SOCIAL E MODOS DE VIDA: SISTEMA DE VISTAS: PERCEPÇÃO DA PAISAGEM:
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