Arquitectura industrial, medieval. Forno comunitário de piso térreo e planta rectangular concentrada, com cobertura em telhado de uma água. Integra somente duas portas de lintel recto sem moldura. Estrutura interna do forno em volume cúbico, com boca quadrada e chaminé tronco-piramidal.
Construção de piso térreo e planta rectangular concentrada, formando volume único com cobertura em telhado de uma água, onde se eleva pequena chaminé recente. A fachada principal, orientada a N., integra apenas uma porta, tal como o alçado lateral E., ambas de lintel recto e sem moldura. Neste lado foram erguidos recentemente um alpendre e o corpo da casa de banho. Enquanto isso, o alçado posterior é cego, devido à implantação interior do forno. Com efeito, o espaço interno é amplo, ocupando a estrutura do forno quase metade da área útil: apresenta um volume cúbico, com a boca quadrangular, daí arrancando o lintel de suporte ao corpo da chaminé tronco-piramidal, interrompido ao nível da cobertura. O pavimento encontra-se revestido com tijoleira e o tecto mostra a armação tradicional dos telhados.
Materiais
Granito, alvenaria e cantaria sem revestimento; madeira; telha de canudo.
Observações
*1 - o logradouro faz parte da propriedade da Casa do antigo Escrivão da Câmara de Sortelha, comunicando com o Forno devido ao facto desta construção pertencer à mesma família. *2 - muito embora a tradição oral anote o edifício como medieval; por outro lado, considerando os dados da evolução histórica da Vila, uma atribuição ao séc. 19 parece também demasiado tardia.