Balneário castrejo. As paredes laterais da câmara não são de grandes monólitos, como é comum em outros monumentos do mesmo género, mas construídas em alvenaria.
O monumento organiza-se numa disposição típica destes edifícios castrejos com função balnear, apresentando um átrio, uma antecâmara, uma câmara e um forno. O átrio, parcialmente soterrado, era de planta rectangular, mostrando ainda vestígios de lajeado irregular. A antecâmara, muito destruída, era também rectangular assim como a câmara, cujas paredes laterais são construídas em alvenaria por pequenas pedras bem aparelhadas com troços em fiadas horizontais, denunciando reconstrução. O forno era de planta subcircular, crescendo em falsa cúpula até uma altura superior a 2.00m segundo as dimensões existentes, e dava para a câmara por uma entrada com 1.15m de largura.
Materiais
Granito
Observações
*1 - DOF: Restos da construção conhecida por Forno dos Mouros. *2 - Duas pedras esculpidas que foram recolhidas por F. Martins Sarmento e que se encontram no Museu da Sociedade Martins Sarmento em Guimarães, poderiam fazer parte de uma caleira bífida por onde caía a água no tanque que se localizaria no lado esquerdo do átrio (Cardozo 1985/159, nº 98).