Casa manuelina. Bom exemplo de arquitectura senhorial manuelina desta região, com especial importância da zona da fachada principal, com utilização do alpendre sustentado por colunas, à semelhança de outras casas da região, com duas ou quatro colunas.
Planta composta irregular, longitudinal, com a articulação de volumes dispostos horizontalmente. Cobertura homogénea em telhado de quatro águas. A fachada principal, a E. apresenta dois registos, sendo o primeiro constituído por quatro portas de verga curva e molduração simples em granito e janela idêntica. No segundo registo abre-se uma loggia suportada por quatro colunas monolíticas, que sustentam um telhado de uma água. Para este espaço abrem duas janelas e duas portas, com emolduração em granito. Nesta fachada a silharia está estucada e pintada. No alçado oposto, a O., encontramos três registos apresentando o primeiro duas portas de verga recta, o segundo duas janelas com verga recta e avental duplo decorado com cartela. No terceiro registo rasgam-se cinco janelas, a última fora do alinhamento. Destas, uma é de sacada com varandim em ferro e apresenta verga em arco canopial. Acima, sem qualquer elemento arquitectónico definido assenta o telhado com beiral saliente e irregular. O alçado N. revela diferenças de concepção e épocas diferentes, apresentando dois registos, com silharia preparada e pintada e o restante em bruto. Uma porta de verga recta emoldurada rusticamente seguida de outra em plano inferior, constituem o primeiro registo. Acima, rasgam-se duas janelas de recorte, implantação e emolduração diferentes. O alçado S. encontra-se adossado a outra construção. Interior, ao qual se acede por escadaria, que conduz a átrio abobadado em aresta é composto por várias divisões.
Materiais
Pedra, tijolo cimento, madeira, vidro, telha.
Observações
Imóvel muito degradado, sobretudo a nível de coberturas e de soalhos, mas ainda conserva algumas peças de mobiliário interessantes, e ainda é ocupado pelos proprietários durante o período das férias de Verão.