Arquitectura religiosa, seiscentista e revivalista. Antigo recolhimento feminino de planta rectangular, com fachada principal de dois pisos, de cunhais apilastrados, terminada em cornija e rasgadas regularmente por janelas rectilíneas. Interior com vestíbulo e salas no andar nobre decoradas com trabalhos de estuque revivalistas e neobarroco.
Planta em L, desenvolvida horizontalmente, com cobertura em telhado de quatro águas. Fachada de dois pisos, em alvenaria rebocada e pintada de branco, com fenestração regular, de vãos rectilíneos moldurados, e pilastras nos cunhais em cantaria de granito. No piso térreo, abre-se portal de acesso ao interior, encimado pela inscrição 1895, e no segundo, janelas de peitoril, de duas folhas e bandeira, de guilhotina e ainda uma janela de varandim, todas com caixilharia de madeira pintada a branco. No INTERIOR destacam-se alguns compartimentos com trabalho decorativo em estuques: o vestíbulo, o espaço da escadaria de acesso ao piso nobre, três salas e um salão, com tecto rectangular, com apainelados em estuque.
Materiais
Estrutura em alvenaria rebocada e pintada; molduras de vãos e pilastras em cantaria de granito; estuque decorativo nos tectos; madeira nas portas e peanhas cobertura de telha.
Observações
EM ESTUDO. *1 - As ferragens realizadas pelo mestre do Porto foram transportadas de barco até ao rio Tua e daí as trouxeram lavradores de Parambos (Carrazeda de Anciães) em carros de bois. *2 - Técnica utilizada nas portas: 1º - uma mão de tinta branca; 2º - uma mão de tinta de cor; 3º - uma mão de cerveja misturada com goma-laca para tirar o brilho à pintura. Instrumentos utilizados: escova com dentículos, para fazer o desenho dos veios da madeira, utilizada sobre a tinta fresca; escova natural importada da Grécia que proporciona um desenho miúdo. As tintas utilizadas foram compradas na Holanda.