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Casa do Páteo

Casa do Páteo

O ponto de interesse Casa do Páteo encontra-se localizado na freguesia de União das freguesias de Tomar (São João Baptista) e Santa Maria dos Olivais no municipio de Tomar e no distrito de Santarém.

Casa unifamiliar construída em meados do séc. 19, reformulada na década de 30 do séc. 20, abolindo-se a platibanda e reformulando-se alguns vãos, tendo sofrido, na década de 60, intervenção no interior para instalação de um serviço público. É de planta em L composta por três volumes articulados a abrir para um pátio na fachada principal, e com quintal na posterior, para onde abre varanda alpendrada, assente em colunas toscanas. Evolui em dois pisos e o acesso principal conduz a uma escada em cantaria, que liga a enorme salão, por onde se faz a distribuição para as várias áreas do edifício.

Planta em L irregular, composta por três corpos articulados, com igual cércea, tendo coberturas diferenciadas em telhados de duas e três águas, rematadas em beiradas simples. Evoluo em dois pisos, com as fachadas rebocadas e pintadas de branco, percorridas por socos de cantaria, flanqueadas por cunhais apilastrados, rematadas em frisos e cornijas, rasgadas por vãos em arcos abatidos, emoldurados a cantaria, algumas com pequeno friso e pingentes laterais, protegidas por caixilharias de madeira pintada de verde e branco s. Fachada principal virada a norte marcada por três corpos, dois deles em ressalto, o do lado esquerdo a abrir diretamente para a via pública e os demais para o pátio de acesso. O corpo do lado esquerdo possui um eixo de vãos, composto por portal, com duas folhas de madeira almofadadas, encimado por janela de sacada, com bacia em cantaria assente em quatro mísulas, e guarda vazada em ferro, formando decoração geométrica, para onde abre porta janela; na face virada a ocidente, surgem uma porta e uma janela de peitoril, a que corresponde, no piso superior, duas janelas com caixilharia de guilhotina. O corpo intermédio, o maior, possui duas portas no piso inferior e três janelas de guilhotina no superior; na face virada a ocidente, janela de guilhotina no ângulo superior direito. O corpo do extremo direito, possui, no primeiro piso, vestígio de porta entaipada, encimada por janela de guilhotina. Fachada lateral esquerda marcada por dois panos, definidos por pilastra toscana colossal, o do lado esquerdo com quatro janelas de guilhotina em cada um dos pisos, as inferiores protegidas por gradeamento em papo de rola. O pano do lado direito tem porta e duas janelas de peitoril, a que correspondem, no piso superior, três janelas de guilhotina. Fachada lateral direita adossada. Fachada posterior abre para um quintal, tendo, no piso superior, varanda com colunas toscanas, com silhares de azulejo. INTERIOR com acesso pela porta que abre para o pátio, de onde evoluem escadas em cantaria com arranques volutados, de acesso a amplos salões com coberturas de madeira ou em estuque.

Materiais

Estrutura em alvenaria rebocada e pintada; modinaturas, sacada, colunas, mísulas, socos, pilastras e cornijas em cantaria de calcário; portas, pavimentos e tetos de madeira; caixilharias de madeira e vidro; guardas e portão do pátio em ferro; balaústres cerâmicos; cobertura em telha cerâmica de meia cana.

Observações

*1 - No dia 19 de dezembro de 1834 nasce em Tomar, António da Silva Magalhães, contemporâneo de Carlos Relvas. Foi o iniciador da fotografia na cidade de Tomar entre 1870-1885, com a instalação do seu estúdio na antiga Rua Direita da Várzea Grande, actual Rua Silva Magalhães. Personalidade de destaque em Tomar, destacando-se em diversas áreas além da fotografia: Fundador do Jornal Republicano " A Verdade" publicado entre 1880 e 1916, sendo o seu editor e jornalista à data do seu falecimento. Foi também escritor, tipógrafo, Vereador da Câmara Municipal de Tomar, negociante, fabricante de licores, fundador do Grupo de Teatro "Amadores Dramáticos de Tomar"(cuja récita inaugural terá sido a 6 de Janeiro de 1892, onde foi actor e encenador), coleccionador e numismata, Presidente do Grupo Democrático Silva Magalhães; exerceu ainda actividades agrícolas e industriais, fez a modernização dos moinhos, foi responsável pela introdução do automóvel em Tomar, pela mecanização da serração de madeira, modernizador das Azenhas da Ribeira de São Gregório". Teve nove filhos, quatro deles, Ludovina, Eurico, Mário e Gabriela também foram fotógrafos não profissionais. Morre no dia 03 de março de 1897.