Arquitectura assistencial, do século 20. Cantina para escola primária de 6 salas de aula, independente da mesma, mas seguindo as mesmas linhas e características das escolas do Plano dos Centenários, com planta rectangular, composta por vários corpos térreos articulados. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, com embasamento de cantaria e terminadas em cornija de betão e beirada simples. Fachada principal com alpendre revestido a cantaria, rasgado por arco de volta perfeita e o refeitório por sete janelas interligadas por friso e peitoril de cantaria e com nembos também de cantaria. Na fachada lateral esquerda abre-se vão recto para o alpendre e janelas com peitoril de cantaria, a lateral direita é cega com corpo avançado da chaminé, e a posterior possui um outro alpendre, sob o qual se abre porta de verga recta.
Planta rectangular composta por vários corpos, com volumes articulados, de desenvolvimento horizontal, e coberturas diferenciadas em telhados de quatro águas. Fachadas de um piso, rebocadas e pintadas de branco, percorridas por embasamento de cantaria e terminadas em cornija de betão e beirada simples. Fachada principal virada a SO., de dois panos, o da esquerda, correspondente ao alpendre, mais baixo, revestido a placas de cantaria, rasgado frontalmente por amplo arco de volta perfeita e de aduelas dispostas em cunha, precedido por dois degraus ladeados por vaseiras paralelepipédicas; o pano da direita, correspondente ao refeitório, é rasgado por sete vãos rectangulares, de igual dimensão, com caixilharia de madeira formando quadrícula, interligados por peitoril e frisos de cantaria, e tendo entre os nembos em cantaria de granito. Entre o arco e as janelas surge lápide em granito polido, com a seguinte inscrição metálica: C. M. ESCOLA JARDIM DE INFÂNCIA DE PONTE DA BARCA 21-03-92. Fachada lateral esquerda de dois panos, o esquerdo rasgado por três janelas, a central mais estreita, sem moldura e peitoril de cantaria, e o direito por amplo vão recto do alpendre, precedido por dois degraus; interiormente, o alpendre tem pavimento em lajes de granito com rodapé do mesmo material, tecto plano, tendo frontalmente porta de verga recta. Fachada lateral direita cega e a posterior de dois panos, o da esquerda cego, e o da direita, com corpo avançado e alpendre, apoiado sobre um pilar de cantaria, sob o qual se abre porta de verga recta; sobre a cobertura do corpo alpendrado, dispõe-se ampla chaminé.
Materiais
Estrutura rebocada e pintada; elementos estruturais, cornijas, molduras dos vãos em cantaria de granito; porta e caixilharia de granito; vidros simples; cobertura em telha cerâmica.
Observações
*1 - O Estado construía alguns edifícios cantinas, mas, previamente, tinha de ser assegurada, em Títulos de Crédito Público, uma renda vitalícia que cobrisse todas as despesas inerentes à futura actividade da instituição (pelo Decreto-Lei nº. 23 865, de 17 de Maio de 1934, o Ministério das Finanças assegurava a não desvalorização das rendas vitalícias que suportavam o funcionamento das Cantinas). Eram necessários 150 a 250 contos para converter em Títulos, o que, na época, constituía uma quantia avultada, impossível de obter por colecta das populações ou para a capacidade financeira das Câmaras Municipais. Assim, só doações ou legados de pessoas abastadas tornavam possível a fundação de cantinas, número que se manteve limitado até à década de 1940. *2 - Interiormente, o projecto inicial compunha-se do refeitório, amplo, acedido pelo alpendre da frontaria, com lareira ao centro da parede testeira e possuindo na parede fundeira porta de ligação a pequeno espaço de distribuição para a despensa, cozinha e para o alpendre de lenha, posterior.