Arquitectura infraestrutural, medieval e novecentista. Fonte de mergulho quinhentista, do tipo caixa de água, com planta rectangular, de expressão exterior marcada pela cobertura em abóbada construída com silhares de granito. A fachada apresenta vão de arco em volta perfeita a estruturar o paramento mural e um reservatório de águas exterior. Flanqueada por muretes e, no exterior, por um tanque rectangular com função de bebedouro de animais. Esta encontra-se junto a fonte novecentista de espaldar rectangular enquadrado por pilastras lisas e coroado por frontão triangular com cornija, tanque rectangular de grandes dimensões com função de bebedouro de animais, com canais de água em comunicação ao tanque-lavadouro público, de planta rectangular e ao nível do pavimento.
Fonte com caixa de água de planta rectangular regular, cujo volume tem expressão exterior, apresentando a cobertura em abóbada construída em silhares de granito disposta com cércea um pouco superior à dos muretes que demarcam as frentes E., O. e S.. No fecho do arco da abóbada, tem gravado o cronograma "1825". A fachada da caixa de água apresenta vão de arco em volta perfeita, para acesso à zona de reserva das águas. Do lado direito, é flanqueada por tanque rectangular com função de bebedouro de animais. A articulação com o interior, de espaço único, é desnivelada. No lado N., encontra-se o pio rectangular que tem a função de bebedouro de animais e que resulta do aproveitamento de uma sepultura antropomórfica pré-existente. A fonte que a substituiu é uma construção composta por fonte e respectivo tanque, de planta rectangular regular, voltada a SE., relacionada com tanque-lavadouro público, com a mesma orientação. O espaldar, de pano único, é liso, rectangular, composto por quatro fiadas de silhares de granito, enquadrado por duas pilastras lisas. É coroado por frontão triangular de cornija saliente. No topo do espaldar, em reserva relevada, inscreve-se um círculo liso cronografado com a data "1931". No lado inferior direito do espaldar, está encaixada a bica do chafariz com água corrente. O tanque está adossado ao espaldar, com planta rectangular. Do lado O. do tanque, parte uma fiada de lajes de granito em direcção ao tanque do lavadouro, formando um caneiro de água. Este tanque, implantado ao nível do pavimento apresenta contudo a fachada E. mais desnivelada da via, hoje sustentada com betonilha, ladeada por corredor funcional escavado. O tanque-lavadouro é de planta rectangular, com as bermas lajeadas de granito colocadas em oblíquo para escoamento das águas e tem os bordos chanfrados, estando flanqueado, a O., por um telheiro de planta rectangular que protege os tanques de lavagem.
Materiais
Cantaria de granito; betonilha.
Observações