Arquitetura de comunicações, do séc. 20. Estação de correios.
Materiais
Estrutura de betão, rebocada e pintada; embasamento, molduras dos vãos, frisos e outros elementos em cantaria de granito; portas e caixilharia de madeira; janelas de vidros simples; grades de ferro; cobertura em telha.
Observações
EM ESTUDO. O Plano de Construções dos Novos Edifícios para os CTT, foi em grande parte, realizado durante o período de subida de preço dos materiais e mão de obra, mercê das circunstâncias devidas à Segunda Guerra Mundial, que veio a prejudicar o andamento previsto do referido plano. Foram elaborados três estações-tipo em 1931: Tipo I, Tipo III e Tipo 3 - região granítica. A 22 de Setembro de 1932, Duarte Pacheco considera mais vantajoso construir os edifícios dos CTT, em vez de se proceder a arrendamento, ficando a DGEMN encarregue de elaborar os projectos e ver as necessidades de cada região; foi enviado um inquérito aos Chefes das Secções Electrotécnicas, solicitando informações sobre instalações, pessoal, tráfego e cálculo de necessidades relativas às áreas de serviço. Segundo um relatório de Couto dos Santos, administrador-geral dos CTT, de 1933, existiam 665 edifícios dos Correios, de que detinham a propriedade de apenas 92, sendo 28 do Estado, 82 cedidos gratuitamente e 463 arrendados, com o que se despendia anualmente 650.000$00. Logo em 1934, a 16 Novembro, Duarte Pacheco reconheceu que os projectos-tipo de 1931 não se coadunavam às necessidades reais, criando uma comissão para estudar os futuros projectos, composta por um delegado da Administração-Geral dos CTT, o engenheiro Duarte Calheiros, um delegado da DGEMN, engenheiro Roberto Espregueira Mendes, e o arquitecto Adelino Nunes.