Castelo de construção medieval, de planta rectangular irregular a partir do qual se desenvolvia para norte, cerca urbana de planta alongada, ambos inexistentes, mas detectáveis através da malha urbana e de alguns troços de muralha ainda existentes, rasgada por três portas, com arco de volta perfeita. Do antigo castelo subsistem apenas restos das suas fundações e da cerca alguns troços de muralha integradas nas habitações e outras à vista, bem como três portas. Destas, destaca-se a chamada porta da Vila ou de Nossa Senhora do Rosário, visto ser encimada por capela rasgada por porta de verga recta que se abria para o interior da vila.
Castelo inexistente mas com planta ovalada detectável pelo traçado da malha urbana, uma vez que as habitações foram construídas adossadas ao longo da muralha da antiga cerca, possuindo trechos incorporados em algumas casas, subsistindo alguns panos na Praça da República e nos arruamentos envolventes, como a R. Tomás Ribeiro e o Lg. do General Claudino. A cerca era rasgada por três portas, ainda existentes, sensivelmente a O., actualmente muito alterada e de vão recto, denominada de São Bartolomeu *1, a E. e a S. estas últimas, com vão de arco em volta perfeita assente em imposta, destacando-se a rasgada a E., chamada Porta da Vila ou de Nossa Senhora dos Remédios, uma vez que é encimada no perímetro interior da cerca por pequena capela, com aquela invocação; possui planta quadrada e fachada principal rebocada e pintada, com pilastras nos cunhais, sobrepujados por pináculos, e termina em empena triangular com cruz no vértice; é rasgada por portal de verga recta encimado por frontão tiangular e acede-se-lhe pela fachada lateral direita através de escada em cantaria; sobre a cobertura do lado esquerdo, ergue-se pequena sineira de arco pleno e remate em cornija com dois pináculos laterais. No interior da cerca foi estabelecido um traçado regular com três eixos longitudinais, com orientação N. / S., e diversas travessas perpendiculares. Junto da porta do lado S., ergueu-se o castelo propriamente dito, de planta quase rectangular hoje completamente entulhado e transformado numa plataforma elevada, o qual dominava o largo central (actual Praça da República) formado no exterior da porta, onde esteve o pelourinho e a antiga Casa da Câmara e de onde partiam os dois principais caminhos de saída que se transformaram nas duas ruas estruturadoras do arrabalde. Foi numa dessas ruas, a que conduzia a Barcas do Douro, passando no local da antiga aldeia e Igreja de Santiago, que se construiu a nova Igreja Matriz de Torre de Moncorvo, dedicada a Santa Maria (v. PT010409160001).
Materiais
Estrutura de granito.
Observações
*1 - neste local existia uma capela dedicada a São Bartolomeu, referenciada no séc. 17; *2 - o topónimo Torre de Moncorvo deriva da existência de uma torre habitada por um senhor local de nome Mendo Curvo, o qual, por evolução fonética, originou Moncorvo.