Arquitectura residencial, oitocentista. Casa brasonada de planta rectangular e evoluindo em dois pisos, com fachada principal rasgada por vãos rectilíneos, à excepção do eixo central, onde o portal é abatido e encimado por espaldar decorado integrando brasão de família, adaptado a hospital no final do séc. 19 e ao longo do 20. No interior possui vestíbulo rectangular central, a partir do qual se desenvolve escada para o andar nobre.
Planta irregular, composta por vários corpos e com coberturas em telhados de quatro águas. Fachadas rebocadas e pintadas de branco e faixa cinzenta, em cimento encarapinhado. Corpo principal com fachadas de dois pisos, terminadas em beirado simples e rasgadas por vãos rectilíneos moldurados a cantaria. Fachada principal rasgada ao centro por portal de arco abatido dobrado, com colchete no fecho, encimado por espaldar longilíneo de cantaria, sobreposto por brasão com elmo e paquife, e terminado em cornija de lances com pingente inferior ao centro. É ladeado, no primeiro piso, por duas janelas de perfil abatido, gradeadas, e janelas de peitoril e, no segundo, por janelas de peitoril, com caixilharia integrando bandeira e varandim em ripado de madeira. Fachada lateral esquerda rasgada por três eixos de janelas de peitoril sobrepostas, com molduras simples, as do piso superior tendo pano de peito em ferro. INTERIOR com vestíbulo central, com pavimento cerâmico e escada de acesso ao andar superior, possuindo silhar de azulejos policromos modernos.
Materiais
Estrutura rebocada e pintada; molduras dos vãos em cantaria de granito; portas e caixilharia de madeira; silhar de azulejos; cobertura de telha.
Observações
EM ESTUDO. *1 - A denominação de Hospital D. Luís, dada pela Câmara Municipal, adveio do facto do rei ter contribuído para a sua fundação com 500$000, aquando de sua visita a Peso da Régua. *2 - O hospital recebeu legados de D. Antónia Adelaide Ferreira (Ferreirinha), no valor de trinta contos, do capitalista Pedro Verdial, no valor de vinte contos, e o de cinquenta acções da Companhia Comercial e Agrícola dos Vinhos do Porto, no valor de cinquenta contos, de António Bernardo Ferreira.