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Celeiro Comum em Borba

Celeiro Comum em Borba

O ponto de interesse Celeiro Comum em Borba encontra-se localizado na freguesia de Borba (Matriz) no municipio de Borba e no distrito de Évora.

Arquitectura agrícola, barroca. Antigo celeiro de planta longitudinal de três naves cuja função obrigava a que o piso térreo não tivesse qualquer tipo de abertura para o exterior, para impedir a infestação de ratos, sendo o acesso feito pelo piso superior; em Borba, existe um outro celeiro, o da Igreja de São Bartolomeu (v. IPA.00017520) que também não possuía qualquer abertura no piso térreo. Raro exemplo da arquitectura civil do Séc. 18, integrado em programa setecentista de urbanização do leito do ribeiro do Assiqueiro, onde se incluíam além do Celeiro Comum, o actual Centro Cultural, o imóvel que foi demolido no actual Largo da Liberdade e o imóvel na esquina entre a Rua Fernão Penteado e a Praça da República.

Planta longitudinal, massa simples com cobertura homogénea em telhado de duas águas. Fachada principal a S. de dois registos ladeados por pilastras em massa pintada de azul com remate triangular, e base da mesma cor; porta de verga recta com moldura em alvenaria pintada a branco, com chapas de mármore a cutelo na face exterior; portada em madeira ripada com três asas; lateralmente, em cada um dos lados, duas janelas pequenas quadradas de verga recta e moldura em alvenaria pintada de branco; o vão encontra-se fechado por grades de ferro e por janelas de caixilhos em madeira e vidros brancos; do lado direito da porta, lápide em mármore com a inscrição "Celeiro da Cultura"; no registo superior três janelas de verga recta com molduras de mármore, caixilhos de madeira pintada de branco. O alçado O. *1 de dois registos com base pintada a azul; no inferior duas janelas pequenas quadradas iguais às do piso inferior do alçado S.; ao centro escada assente num arco de volta perfeita de acesso ao piso superior; neste porta de verga recta com moldura de argamassa pintada de branco; lateralmente três janelas idênticas às do segundo piso do alçado S., uma do lado direito e duas do lado esquerdo, com dois mastros de bandeiras; remate em empena acima do beirado saliente *2. Alçado N. truncado havendo vestígios do edifício se prolongar muito mais do que actualmente; apresenta três registos: no inferior três arcos que correspondem às abóbadas do interior e que foram tapadas a tijolo, deixando nos dois arcos laterais duas janelas pequenas que foram também, tapadas a tijolo; lateralmente, para E. está demarcado mais um arco cego que deverá corresponder a um antigo alpendre, donde arranca para N. a ruína da parede que prolongava o edifício; o segundo registo mantém marcado o beirado de um telhado de duas águas do corpo demolido e três janelas pequenas iguais às do piso térreo dos alçados S. e O.. Adossada ao alçado E. uma casa de piso térreo, deixando ver no piso superior a parede do imóvel composta por uma parede com a demarcação do vão da escada que fazia o único acesso entre o piso superior e o inferior. INTERIOR: no piso térreo três naves divididas por arcos abatidos, com abóbadas de arestas; pavimento revestido a oleado cinzento. Paredes em alvenaria caiada com duas faixas de madeira a 1,20m e 1,60m; entre o pavimento e a cota da rua há um desnível sendo o acesso feito rampa que sobe para a rua; do lado esquerdo porta de verga recta que acede, do lado direito, a uma escada para o piso superior, em frente para instalações sanitárias e, à esquerda, a uma sala de arrumos. Piso superior divido ao meio com corredor comum que do lado esquerdo da acesso a divisão com tecto em madeira com tijoleiras artesanais e chão em sobrado de madeira.

Materiais

Alvenaria composta de pedra mármore, areia e cal, madeiras, vidros, ferros, oleados, telhas de canudo, tijolo industrial

Observações

*1 - este alçado era primitivamente o alçado principal; *2 -este beirado é falso podendo denunciar a anterior solução de um telhado a quatro águas; *3 - projecto em estudo pela Câmara Municipal.