Arquitectura civil, tardo-barroca. Casa de fresco que utiliza um formulário compositivo muito utilizado em torres de igrejas a partir de meados do séc. 18, com cúpula bolbosa ladeada por urnas, resultante da popularização de modelos italianizantes, utilizados em diversas torre, como a da Ajuda ou a do Palácio das Necessidades. Devido à conjugação de diversos factores, como as invasões francesas, seguidas pela guerra civil, o aumento do isolamento levou a um prolongamento da linguagem tardo-barroca regional muito para além dos inícios de séc. 19.
Planta centralizada, simples, quadrada, regular. Massa simples com cobertura exterior homogénea em cúpula bolbosa. Fachada principal a O. de um só pano pintado a branco, definido por cunhais pintados a azul, rematado superiormente por empena curva com entablamento e rasgado por porta de verga curva com moldura de cantaria; acima da empena eleva-se a cúpula bolbosa rematada por pinha, pintada a branco com filetes azuis, ladeada por pinhas colocadas nos ângulos sobre pintos escalonados com dois registos pintados a branco com molduras azuis, ligados entre si; na base das pilastras adossam-se floreiras pintadas a azul com molduras brancas. Fachada S. de esquema idêntico à fachada O. com excepção da porta, substituída por uma janela de verga curva com moldura de argamassa pintada a azul e da ausência das floreiras; as fachadas E. e N. são idênticas. INTERIOR: de espaço único, quadrado, coberto por abóbada de arestas, com porta virada a O. e uma janela em cada uma das outras faces.
Materiais
Paredes de alvenaria de pedra e cal, rebocadas e pintadas, abóbada e cúpula de tijolo rebocado e pintado, porta com moldura de cantaria, pavimento de tijoleira, porta e caixilharias de madeira e vidro.
Observações