Chalet romântica, que possui a linguagem decorativa característica do romantismo tardio em Portugal, mas que ainda denuncia, em alguns aspectos, uma reminiscência da arquitectura oitocentista, mais concretamente na articulação de volumes.
Planta composta, fruto de uma estrutura longitudinal da qual derivam dois corpos perpendiculares, que formam, no seu conjunto, um "U". O edifício desenvolve-se em dois pisos, marcados pela disposição horizontal de volumes e coberturas diferenciadas em telhados de quatro águas, com escamas no torreão, e de três águas. Os telhados possuem trapeiras com janelas olho de boi, de cobertura semicircular. O embasamento rusticado possui área de circulação com guarda metálica e lítica nas fachadas Sul e Este, servida por escadas, Os são pisos, de paredes pintadas de azul, são assinalados por friso lítico. O edifício possui cornija pétrea e platibanda lisa e contínua. O torreão apresenta cunhais com pilastras aparelhadas (aparelho isódomo), cornija saliente suportada por modilhões e quatro urnas, em cada ângulo, ao nível da cobertura. Os vãos possuem verga curvilínea, de fecho rectilíneo, mais comuns no primeiro piso, e arqueada, de fecho em forma de mísula e decorado com ornato vegetalista, mais comuns no segundo piso. As janelas do segundo possuem avental decorado com a capital "R" e com motivos vegetalistas. Apresenta fachada principal voltada a Sul marcada pela entrada principal, situada no torreão, e pela estrutura pentagonal colocada na extremidade oposta à do torreão. A fachada posterior, voltada a Norte, possui dois lanços de escadas colocados nos ângulos. INTERIOR: não observado.
Materiais
Pedra, metal, telha marselha, vidro e madeira pintada.
Observações
*1 - a casa foi cedida às freiras da congregação de S. José de Cluny através de doação pela Maria Cristina Rino, filha de José Rino. Esta doação foi motivada, em parte, devido ao facto de esta não possuir descendência directa e de ter sido assistida por esta congregação num período de doença;.