Alminhas de caminho construídas no séc. 19, inscritas em estreito corpo de planta retangular, com alpendre frontal. Nicho cerrado por grade de ferro forjado, contendo no interior painel de madeira pintada, com alusão das Almas do purgatório a Santo António e ao caminho de Santiago, representado com bordão de peregrino e vieira. Possui ainda inscrições alusivas à construção.
Planta composta por estreito corpo rectangular com alpendre frontal. Volumes escalonados, sendo o alpendre mais elevado, de dominante horizontal, com coberturas diferenciadas em telhado de duas águas. Alpendre suportado por duas colunas prismáticas, assentes em plintos paralelepipédicos, rematado na face frontal por frontão coroado por cruz latina sobre acrotério circular e pináculos piramidais. Lateralmente é rematado beiral sobre placa de betão. Possuindo no cunhal, sob os pináculos, duas mísulas, simulando o remate do travejamento de suporte da cobertura. Possui pavimento lajeado e cobertura em masseira de betão. É cerrado lateralmente, a E., por muro percorrido por banco de pedra, tendo gravada a data de 1901 e superiormente aberto por sequência de dois níveis de pequenas frestas recortadas, em betão. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, percorridas por embasamento, cunhais apilastrados e remates em cornija de granito, sob placa de betão pintada de branco, encimada pelo beiral. Fachada principal a N., aberta por nicho, estruturado pelas pilastras dos cunhais, que suportam arco pleno, decorado na pedra de fecho, e inscrição na base, com peitoril e grade de ferro forjado. No interior painel de madeira, pintado, com cena do Purgatório e Cristo Crucificado entre Santo António e Santiago.
Materiais
Estrutura, elementos decorativos, pavimento e banco em granito; paredes rebocadas e pintadas; coberturas em placa de betão e parte do muro do alpendre em betão; painel pintado de madeira; gradeamento do nicho em ferro; cobertura exterior em telha de canudo.
Observações