Arquitectura militar, quinhentista. Torre isolada, de secção quadrangular, bastante arruinada. É provável que tenha feito parte de um conjunto militar mais vasto, característico da fortificação da linha de costa concebida durante e após o reinado de D. João III, à base de fortes e baterias.
Planta quadrangular simples, regular. Massa única, disposta na vertical. Torre parcialmente conservada até um provável segundo piso, apresentando níveis diferentes de desgaste. A fachada N. apresenta maior índice de destruição: obstrução dos cunhais que a delimitam, por uma ombreira de portão, a E. e por muro e arbustos a O.; conserva-se íntegra até uma altura de 1m c., inflectindo aí o material conservado para o interior da torre; alçado N. mantém-se em altura até cotas mais elevadas, mas à base de derrubes, sem qualquer integridade da fachada. Restantes fachadas organizam-se de modo semelhante, sendo a virada a S. a que apresenta melhores índices de conservação, elevando-se até 3m c. de altura com o aparelho original. Aparelho não-isódomo em toda a extensão da torre, incluindo as zonas mais baixas, com grande quantidade de pedra miúda não aparelhada; cunhais parcialmente conservados na secção SE. denotam ainda parte da organização inicial, intercalando as fiadas na direcção ora de um alçado, ora de outro; maioria dos cunhais desapareceu, permanecendo aí uma pedra miúda melhor aparelhada e disposta horizontalmente, como antecedendo o revestimento de cunhais maiores.
Materiais
Pedra e argamassa não especificada; cantaria (cunhais)
Observações
*1 - erradamente considerada redonda por Valdemar Coutinho (COUTINHO, 1997)